A cada 100 mil pessoas com mais de 60 anos, cerca de cinco possuem o vírus
O número de idosos infectados pelo HIV aumentou significativamente na última década. Dados de 2007 apontavam 3,3 casos a cada 100 mil habitantes com mais de 60 anos. Em 2015, esse número saltou para 5,3 casos, um crescimento alarmante que preocupa as autoridades de saúde.
Mudança de hábitos e aumento de casos
De acordo com Liz Neves, coordenadora do programa DST/AIDS da Secretaria de Saúde, essa elevação está relacionada a mudanças no estilo de vida dessa população. Idosos estão mais ativos socialmente, aproveitando a vida e, em alguns casos, recorrendo a estimulantes sexuais, sem, contudo, adotar práticas de prevenção ao HIV.
A experiência de Dona Maria Rita
Dona Maria Rita, por exemplo, relata que, mesmo com uma vida sexual ativa e muitas vezes sem proteção, nunca imaginou contrair o vírus. O diagnóstico foi um choque, marcando um período de grande sofrimento emocional. Seu relato serve como alerta sobre a importância da prevenção, independente da idade.
Prevenção e tratamento
A Secretaria de Saúde estima que 73 mil idosos em São Paulo são soropositivos, com o número de homens infectados sendo o dobro do de mulheres. A recomendação é que todas as pessoas façam o teste de HIV pelo menos uma vez na vida e repitam sempre que necessário. O teste é rápido, gratuito e disponível em postos de saúde e centros de testagem. O tratamento também é fornecido gratuitamente. A prevenção, por meio do uso consistente de preservativos e, para mulheres na pós-menopausa, o uso de gel lubrificante, é fundamental. Dona Maria Rita, após o diagnóstico, iniciou o tratamento e hoje leva uma vida normal, servindo como exemplo de como a doença pode ser controlada com o tratamento adequado. A prevenção continua sendo a melhor arma contra o HIV, independentemente da idade.



