Falso boato de que o animal é transmissor da febre amarela fez aumentar o número de agressões e envenenamentos
A febre amarela tem sido um assunto preocupante, mas a atenção se volta também para a violência contra macacos, considerados aliados no combate à doença. Informações recentes apontam um aumento significativo de agressões a esses animais.
Macacos feridos e órfãos
No ano passado, o Parque Ecológico de São Carlos recebeu 13 macacos, sendo que 10 apresentavam ferimentos. Atualmente, dois filhotes, um de dois e outro de oito meses, órfãos devido a espancamentos, recebem cuidados no parque. O macaco mais velho, apedrejado, sofre de problemas neurológicos, apresentando medo de altura, comportamento atípico para a espécie. Apesar das agressões, o parque garante que os animais recebem cuidados de qualidade.
A importância dos macacos no combate à febre amarela
Especialistas alertam que os macacos não transmitem a febre amarela, que é transmitida pela picada de mosquitos silvestres. A presença de macacos infectados indica a circulação do vírus em determinada área, facilitando o controle epidemiológico. Matar macacos dificulta o monitoramento da doença, obrigando a esperar o aparecimento de sintomas em humanos, atrasando o tratamento e o controle da epidemia. A preservação desses animais é crucial para a saúde pública.
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Prevenção e sintomas da febre amarela
Os sintomas da febre amarela incluem febre alta, calafrios, dores de cabeça e musculares intensas, náuseas, vômitos, fadiga e fraqueza. A vacinação é a principal forma de prevenção, estando disponível em postos de saúde para crianças a partir de 9 meses e adultos até 59 anos. Pessoas acima de 60 anos e gestantes devem consultar um médico antes da vacinação. Indivíduos com baixa imunidade também devem procurar orientação médica antes de se vacinar, pois podem apresentar reações adversas. A busca por atendimento médico é fundamental em caso de suspeita da doença.
A conscientização sobre a importância da preservação dos macacos e a busca pela vacinação são medidas essenciais para o controle da febre amarela e a proteção da saúde pública. A população deve estar informada para evitar atitudes que coloquem em risco esses animais fundamentais no combate à doença.



