Em janeiro do ano passado foram registradas 390 mortes, contra 429 no mesmo período de 2019; aumento de 10%
São Paulo registra aumento de mortes no trânsito municipal
Mortes em vias municipais crescem 10%
O número de mortes em vias municipais do estado de São Paulo aumentou 10% em janeiro de 2023, em comparação com o mesmo período de 2018. De acordo com dados divulgados pelo Infociga (movimento paulista de segurança no trânsito), foram registradas 429 mortes em janeiro deste ano, contra 390 em janeiro de 2018. Em contraponto, houve uma redução de 10% nas mortes em rodovias estaduais, passando de 177 para 159.
Mortes em Ribeirão Preto e fatores contribuintes
Em Ribeirão Preto, foram registradas 5 mortes no trânsito em janeiro de 2023, sendo 4 motociclistas e 1 motorista. Quatro dessas mortes ocorreram em vias municipais e uma em rodovia. O número é igual ao registrado no mesmo período de 2018. Para o advogado especialista em trânsito Felipe Lubianchi, a falta de políticas públicas e a omissão do poder público em relação à manutenção de vias públicas, somadas à imprudência dos condutores, contribuem para o aumento de acidentes. Ele destaca a defasada infraestrutura viária em muitas cidades, com buracos e falta de sinalização para pedestres, como fatores que agravam a situação. O consumo de álcool e o desrespeito às leis de trânsito também são apontados como problemas recorrentes.
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Análise do Núcleo de Estudos de Segurança no Trânsito da USP
Um estudo do Núcleo de Estudos de Segurança no Trânsito da USP de São Carlos analisou o número de acidentes envolvendo motocicletas nos últimos três anos. Em 2018, São Paulo, São Carlos e Marília apresentaram os melhores desempenhos, enquanto Araraquara, Santos e Praia Grande tiveram os piores. A análise da média dos anos de 2016 a 2018 apontou São Carlos, Bauru e Marília como os municípios com melhor desempenho.
A combinação de infraestrutura precária, imprudência dos condutores e falta de políticas públicas eficazes contribui para o cenário preocupante de acidentes de trânsito no estado de São Paulo. A necessidade de investimentos em infraestrutura, campanhas educativas e maior rigor na fiscalização se mostra urgente para reduzir o número de vítimas.



