As rodovias do estado em 2017 tiveram 14% mais atropelamentos fatais do que em 2016; imprudência é a principal causa
O ano de 2017 registrou um aumento alarmante no número de mortes por atropelamento nas rodovias do estado, com quase 2.500 acidentes e 598 vítimas fatais, um crescimento de 14% em relação a 2016, segundo dados do Infosiga.
Perfil das Vítimas e Horários de Maior Incidência
O perfil das vítimas concentra-se em homens entre 30 e 49 anos. A maioria dos acidentes ocorre entre 18h e 6h. Maria Conceição Marino, que perdeu o filho em um atropelamento enquanto ele andava de bicicleta pelo acostamento, relata a tragédia: “A madrinha, a mãe, cuidado. Mas não vejo que não foi cuidado. É uma fatalidade.”
Imprudência e Falta de Infraestrutura
Em 2017, 66% das vítimas morreram no local sem receber socorro. A imprudência de pedestres e ciclistas, que frequentemente utilizam acostamentos e atravessam em locais proibidos, contribui significativamente para o problema. A falta de infraestrutura adequada, como passarelas e ciclovias, também é apontada como fator crucial. Um morador relata: “Eu vejo bastante andarilho na estrada… Pode causar um acidente, alguma coisa muito grave. Eu acho bem perigoso.”
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Medidas Preventivas e Orientações
Comparando os três primeiros meses de 2017 e 2018, houve um aumento de 17,8% nas mortes, com 73 ciclistas fatais. Rogério Rodrigues, coordenador de tráfego de uma concessionária, destaca que pedestres e ciclistas frequentemente usam atalhos, aumentando o risco de acidentes. Ele recomenda o uso de equipamentos refletores, principalmente à noite. A utilização de lanternas e coletes refletivos em bicicletas também é crucial para aumentar a visibilidade dos ciclistas. As mortes por atropelamento representam cerca de 25% do total de vítimas fatais em rodovias paulistas.
A combinação de imprudência, falta de infraestrutura e a necessidade de conscientização sobre segurança viária se mostram como os principais desafios para reduzir o número de vítimas de atropelamento nas rodovias do estado. Ações conjuntas do governo, concessionárias e da população são imprescindíveis para garantir um trânsito mais seguro.



