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Aumenta o número de mortes por câncer de colo de útero

Em dez anos, registros aumentam quase 30%; especialistas apontam falta de conscientização da população
câncer de colo de útero
Em dez anos, registros aumentam quase 30%; especialistas apontam falta de conscientização da população

Em dez anos, registros aumentam quase 30%; especialistas apontam falta de conscientização da população

O câncer de colo de útero é um grave problema de saúde pública no Brasil, sendo uma das principais causas de morte entre as mulheres. Apesar de estar atrás apenas dos cânceres de mama e pulmão em números de óbitos, registrou um aumento de 28% nas mortes entre 2002 e 2012, segundo o Ministério da Saúde. A estimativa é de mais de 16 mil novos casos por ano, resultando em cerca de 5 mil mortes.

Prevenção e Detecção Precoce

A prevenção é crucial para combater essa realidade. O exame de Papanicolaou (preventivo) pelo menos uma vez ao ano é fundamental. Para mulheres com parceiro fixo e exames normais, a periodicidade pode ser ajustada para a cada três anos, mas o acompanhamento ginecológico regular é imprescindível. A vacinação contra o HPV, aplicada entre 9 e 13 anos, é outra ferramenta poderosa para reduzir significativamente o risco de desenvolvimento da doença em futuras gerações.

Fatores de Risco e Tratamento

O HPV é o principal fator de risco para o câncer de colo de útero. Práticas sexuais sem proteção, hábitos de vida desregrados e tabagismo aumentam as chances de infecção e desenvolvimento da doença. O médico oncologista Diocésio Diandrade destaca que, diferentemente de outros tipos de câncer, o de colo de útero é prevenível e até mesmo erradicável com conscientização e campanhas regulares de prevenção. Quando a doença está em estágio avançado, sintomas como sangramento, corrimento e dor abdominal podem aparecer. O tratamento geralmente envolve cirurgia e radioterapia.

Situação no Brasil e no Mundo

No Brasil, a incidência de câncer de colo de útero é maior nas regiões Norte e Nordeste. Nos Estados Unidos e na Europa, a doença ocupa posição diferente na estatística de cânceres ginecológicos, sendo menos prevalente que o câncer de endométrio e de ovário. A conscientização sobre a importância da prevenção, do exame preventivo e da vacinação contra o HPV é essencial para reduzir a incidência e a mortalidade por esse tipo de câncer, que poderia ser praticamente erradicado com esforços conjuntos.

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