Na última terça-feira (21) um jovem esfaqueou dois garotos em frente a uma instituição de ensino no Sumarezinho
Após dois jovens serem esfaqueados na porta de uma escola particular em Ribeirão Preto, a discussão sobre a responsabilidade da instituição de ensino voltou à tona. Afinal, até onde vai essa responsabilidade?
Segurança dentro e fora da escola
De acordo com Eduard Viana, especialista em direito da infância e juventude, a lei determina que a escola é responsável pela segurança e integridade física dos alunos apenas dentro do estabelecimento. Fora da escola, a responsabilidade recai sobre a segurança pública. O ocorrido, segundo Viana, demonstra um impulso comportamental violento, fruto da ausência de segurança pública no entorno das escolas e da falta de educação por parte dos pais. A responsabilidade da escola se estende a atividades externas organizadas pela própria instituição, como excursões, desde que haja consentimento dos pais.
A banalização da violência
Para Bianca Correia, especialista em políticas educacionais, o problema é mais complexo e envolve a banalização da violência na sociedade. Ela destaca a ligação entre violência, pobreza e miséria, e aponta para a transmissão de comportamentos violentos, inclusive em escolas particulares. O caso dos jovens esfaqueados, segundo Correia, ilustra essa banalização, com uma motivação aparentemente sem sentido, ligada a relacionamentos amorosos. A especialista também levanta a hipótese de uma possível influência do clima de violência presente no cenário político atual.
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Reflexões sobre o ocorrido
O incidente levanta questionamentos importantes sobre segurança pública, responsabilidade das escolas e a influência da sociedade na formação dos jovens. A ausência de resposta da Polícia Militar sobre o patrulhamento escolar até o fechamento da reportagem reforça a necessidade de ações conjuntas para garantir a segurança e o bem-estar dos estudantes, dentro e fora das escolas.



