Foram 211 focos de incêndio contra 168 no mesmo período do ano passado, aumento de 26%
O verão de 2019 em São Paulo apresentou um aumento significativo no número de queimadas, contrariando a tendência histórica. De acordo com dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), foram registrados 211 focos de incêndio, um aumento de quase 26% em comparação ao mesmo período do ano anterior.
Verão Seco e Quente
O aumento nas queimadas é atribuído a um verão mais seco que a média, com volumes de chuva abaixo do esperado em diversas regiões do estado. Em Ribeirão Preto, a chuva ficou próxima da média (94%), enquanto em São Carlos, registrou-se 81%. Carlos Burigo, técnico da estação meteorológica do Ceapla, explica que a combinação de baixa umidade, temperaturas elevadas (acima de 37 graus em alguns períodos) e ventos fortes contribuiu para a rápida propagação dos incêndios.
Impactos na Saúde e Meio Ambiente
As queimadas impactam diretamente a saúde da população, principalmente daqueles que residem próximos às áreas afetadas. A fumaça causa problemas respiratórios, agravando doenças como rinite, bronquite e sinusite. A poluição do ar compromete a qualidade de vida e exige cuidados especiais, especialmente para pessoas com problemas respiratórios pré-existentes. O período de seca, típico do outono e inverno na região Sudeste, aumenta ainda mais o risco de incêndios.
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Prevenção e Cuidados
Com a previsão de chuvas abaixo da média para os próximos meses, a tendência é que o número de queimadas continue elevado. Para minimizar os riscos, é fundamental que a população tome precauções, como evitar queimadas de lixo, descartar corretamente bitucas de cigarro e redobrar a atenção com outras fontes potenciais de incêndio. A prevenção é crucial para proteger a saúde da população e o meio ambiente.



