Período passou de um ano para 14 meses
Uma pesquisa recente realizada pelo SPC Brasil e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) revelou um aumento significativo no tempo que os brasileiros levam para retornar ao mercado de trabalho após uma demissão. A dificuldade em recolocação profissional gera angústia e frustração para aqueles que buscam novas oportunidades.
Desemprego prolongado: um retrato da realidade
Gisele Aparecida Pereira, recepcionista, enfrentou essa situação após 14 anos em uma empresa. Ficou desempregada por um ano e meio, retornando apenas em novembro do ano passado após extensivas buscas e uma mudança de área. “As contas vão aparecendo e a gente vai ficando meio desesperada”, relata Gisele, refletindo a realidade de muitos brasileiros.
A pesquisa indica que, em 2022, o tempo médio de espera pelo retorno ao emprego foi de 14 meses, dois meses a mais que em 2016. Mulheres com média de idade de 34 anos são as mais afetadas, em parte devido à alta concorrência por vagas de trabalho.
A busca por oportunidades: desafios e estratégias
Em Araraquara, o Pátio, posto de atendimento ao trabalhador, recebe cerca de 100 pessoas diariamente, mas oferece apenas 15 vagas. Edmilsson de Oliveira Bueno, analista administrativo do Pátio, explica que a qualificação profissional é um fator determinante: “As pessoas que têm mais qualificação têm mais opções dentro do mercado”. Ele destaca a importância da formação profissional para ampliar as chances de recolocação.
Para especialistas, a busca por emprego deve ser encarada como um trabalho em si. Tatiane Braga, neurocoaching e especialista em alta performance, aconselha a dedicação diária à procura de vagas, a utilização de redes sociais profissionais e a não hesitação em aceitar trabalhos temporários. “Não tenha vergonha”, afirma Tatiane, “às vezes, um trabalho temporário pode ser a porta para algo muito bacana”.
Dicas para se destacar no mercado de trabalho
Criatividade e inovação também são importantes. A especialista sugere a elaboração de currículos criativos e a preparação para entrevistas, incluindo a criação de conteúdo digital para complementar o currículo. William, desempregado há dois anos, busca novas oportunidades através da atualização profissional, investindo em cursos de especialização. A clareza e objetividade no currículo também são fatores decisivos para chamar a atenção das empresas.
Em resumo, o cenário de desemprego no Brasil requer estratégias eficazes para a recolocação profissional. A qualificação, a busca ativa e a inovação na apresentação do currículo são fatores cruciais para diminuir o tempo de espera e garantir um retorno exitoso ao mercado de trabalho.



