Prática, que é crime, acontece quando os motoristas que vão pelo ‘sem parar’ encostam no carro da frente para ‘furar’ a cancela
O aumento no fluxo de veículos nas rodovias durante o fim de ano impulsiona um comportamento irregular: a prática da ‘coladinha’ em pedágios.
Coladinha: a tentativa de burlar o pedágio
Motoristas tentam passar pelos pedágios sem pagar, transitando muito próximos ao veículo da frente para aproveitar a abertura da cancela. Essa infração é mais comum em cabines automáticas e é flagrada por monitoramento, com as imagens repassadas à Polícia Rodoviária.
Entrevista com Gestor de Arrecadação
José Vital, gestor de arrecadação da concessionária Entrevias, explica que a infração principal é a evasão de pedágio. Outras irregularidades, como placas adulteradas, também são verificadas. O perfil de infrator é predominantemente de motoristas de veículos comerciais, que além do risco de multa, colocam em perigo a segurança, devido à dificuldade de frenagem de veículos pesados.
A Entrevias adotou a velocidade máxima de 40 km/h em cabines automáticas e utiliza radares, inibindo significativamente a prática. Mesmo em cabines não eletrônicas, a fiscalização é constante.
Uso do cinto de segurança: um alerta preocupante
Outro problema grave é a baixa utilização do cinto de segurança, principalmente no banco traseiro. Uma pesquisa da Entrevias revelou que 88% dos ocupantes do banco traseiro admitem não usar o cinto, enquanto 55% dos passageiros da frente também o dispensam. Apesar das campanhas educativas, a conscientização ainda é um desafio.
A concessionária reforça seu compromisso com a segurança, disponibilizando equipes de operação, bases operacionais, câmeras de monitoramento, guinchos, ambulâncias e veículos de apoio ao longo dos trechos.
Em resumo, as infrações de ‘coladinha’ e o não uso do cinto de segurança são problemas recorrentes nas rodovias. A fiscalização é intensificada, mas a conscientização dos motoristas é fundamental para garantir a segurança de todos.



