Reajuste deve influenciar também os custos dos demais combustíveis; isso acontece porque toda frota é movida a diesel
A Petrobras anunciou um aumento de 8,8% no preço do diesel repassado às distribuidoras a partir de hoje. Esse reajuste, que já era esperado pelo mercado, impactará diretamente o consumidor final e influenciará os preços de outros combustíveis, como gasolina e etanol.
Impacto nos preços e no abastecimento
Com o aumento de 40 centavos no preço do diesel para as distribuidoras (de R$ 4,51 para R$ 4,91), o repasse ao consumidor é inevitável. Segundo o núcleo de postos de Ribeirão Preto, o impacto será sentido quando os estoques antigos de diesel se esgotarem. A dificuldade em adquirir o produto já era percebida pelos postos, que estavam tendo dificuldades para se abastecer. O vice-presidente da Braço Combustíveis, Renê Abad, afirma que a Petrobras estava com uma defasagem de preços em suas refinarias, justificando o reajuste.
Reajuste e seus desdobramentos
O aumento no preço do petróleo e a variação cambial são apontados como fatores que contribuíram para o reajuste. A Petrobras alega que a defasagem era maior do que o aumento anunciado. Com o anúncio, as distribuidoras passaram a reter o produto, dificultando o abastecimento e buscando compensar perdas com os estoques antigos. O impacto do aumento do diesel também será sentido nos preços de gasolina e etanol, uma vez que o transporte destes combustíveis depende do diesel.
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O aumento do diesel também afetará os preços de produtos nos supermercados, já que o transporte de mercadorias depende do diesel. Antes do reajuste, o preço do diesel comum variava entre R$ 6,41 e R$ 7,22 na região de Ribeirão Preto, enquanto o diesel S20 chegava a custar R$ 6,88 em Sertãozinho. Este novo aumento certamente impactará o orçamento das famílias e contribuirá para o aumento da inflação.



