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Aumento do ICMS preocupa indústria calçadista de Franca que teme concorrência

Empresários do interior afirmam que valor dos impostos no estado de SP é mais alto em relação a outras regiões
ICMS indústria calçadista
Empresários do interior afirmam que valor dos impostos no estado de SP é mais alto em relação a outras regiões

Empresários do interior afirmam que valor dos impostos no estado de SP é mais alto em relação a outras regiões

Aumento do ICMS ameaça retomada de empregos em Franca

Impacto na indústria calçadista

O aumento do ICMS de 13,5% para 4,3% para vendas da indústria calçadista paulista pegou empresários de surpresa. O decreto, que afeta vendas dentro de São Paulo e para Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Paraná, impacta diretamente na competitividade do setor em Franca, onde as empresas temem dificuldades em competir com indústrias de outros estados com carga tributária menor. Luís Eduardo Pereira, gerente comercial de uma indústria calçadista, afirma que o aumento pode encarecer o produto final para o consumidor, afetando vendas e dificultando futuros investimentos e contratações.

Preocupação com a geração de empregos

Para José Carlos Brigagão do Couto, presidente do sindicato da indústria calçadista de Franca, o aumento da carga tributária chega em um momento crítico, agravando os impactos da pandemia. As fábricas da cidade ainda se recuperam das perdas de empregos entre março e junho, com 6.600 pessoas ainda sem recolocação. O economista Adnan Gebhaj acredita que o aumento do imposto mudará o cenário da geração de empregos, projetando um decréscimo de vagas para os próximos anos. As vendas melhoraram após a reabertura das lojas, e algumas fábricas recontrataram funcionários, mas o aumento do ICMS ameaça reverter esse progresso.

Cenário futuro

O aumento do ICMS representa um revés para a retomada econômica de Franca. A indústria calçadista, um setor importante para a cidade, enfrenta atrásra um desafio significativo para manter a competitividade e gerar empregos. A diferença de alíquota para outros estados (3,5%) acentua a preocupação com a perda de mercado e o impacto negativo na geração de empregos. A situação exige medidas para mitigar os efeitos do aumento tributário e garantir a sustentabilidade do setor.

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