Ouça a reportagem da CBN Ribeirão com Lis Canello
Após quatro meses de restrição, o período de desova dos peixes nativos chegou ao fim, marcando um período intenso de fiscalização e proteção da fauna aquática. As autoridades registraram 426 autuações por pesca ilegal nos rios Pardo, Mogi Guaçu, Sapucaí e Rio Grande.
Avaliação Positiva da Piracema
Apesar dos desafios, o comandante da Quarta Companhia da Polícia Ambiental de Ribeirão Preto, Luciano Fraga-Maciel, avalia que o período foi suficiente para a reprodução dos peixes. A análise, baseada em estudos do Ibama e do Centro Nacional de Pesquisas e Conservação de Peixes Continentais (Cepta), descartou a necessidade de prorrogação da piracema, mesmo com o aumento do volume de água nos rios Pardo e Mogi Guaçu no final do período.
Destinação dos Peixes Apreendidos
Um total de 3.251 quilos de peixes foram apreendidos durante a piracema. Os exemplares em condições de consumo foram destinados a instituições parceiras, como asilos e creches. Os peixes que não estavam aptos para o consumo humano foram encaminhados para destruição. A Polícia Ambiental segue um protocolo rigoroso: peixes vivos são soltos de volta ao ambiente natural, enquanto os demais são destinados de acordo com sua condição.
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Regras para a Pesca Pós-Piracema
Com o fim da proibição, novas regras entram em vigor para pescadores profissionais e amadores. Pescadores profissionais podem utilizar redes e carrafas, enquanto os amadores estão restritos ao uso de vara de mão. Além disso, pescadores amadores têm um limite de captura de 10 quilos mais um exemplar. A pesca continua proibida em áreas específicas, como bocaduras e proximidades de barragens, durante todo o ano.
Chuvas Favoráveis à Reprodução
As recentes chuvas contribuíram para a elevação do nível da água nos rios, permitindo um ciclo de reprodução adequado. O coordenador do Cepta, José Augusto Senhorini, destacou que as desovas foram comprovadas cientificamente em campo, especialmente nas semanas finais de dezembro e na semana do carnaval.
A fiscalização e o monitoramento ambiental continuam, visando garantir a preservação dos recursos pesqueiros e o equilíbrio dos ecossistemas aquáticos da região.



