Custo de produção e distribuição vai aumentar e o reajuste deve ser repassado ao consumidor
O Brasil enfrenta mais um aumento nos preços dos combustíveis, com a Petrobras anunciando um reajuste de R$ 0,21 na gasolina e R$ 0,28 no diesel nas refinarias. Este novo aumento impacta diretamente motoristas e toda a cadeia de consumo, afetando inclusive o preço da cesta básica.
Impacto nos Motoristas e Orçamento Doméstico
O reajuste já é sentido nos postos de combustível, com preços da gasolina subindo para cerca de R$ 6,49 e do diesel para R$ 5,59 em Ribeirão Preto. Motoristas relatam gastos elevados com combustível, chegando a R$ 900 mensais, forçando cortes em outras áreas como compras de supermercado e lazer. Alguns consumidores chegam a cogitar a troca de veículos por modelos mais econômicos para tentar reduzir custos.
Aumento na Cesta Básica e Cadeia Produtiva
O impacto vai além dos motoristas. O aumento do combustível encarece o transporte de mercadorias, afetando diretamente o preço dos alimentos. Itens essenciais como arroz, leite, frutas e legumes, que vêm de regiões mais distantes, são os mais impactados. O gerente comercial de um supermercado local afirma que praticamente todos os itens da cesta básica sofrem aumento de preço devido ao encarecimento do frete. O repasse imediato é necessário para garantir a sobrevivência das empresas de transporte.
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Perspectivas e Análises Econômicas
Especialistas apontam que a retomada econômica pós-pandemia, aliada ao aumento da demanda e à necessidade de importação de combustível, contribuem para a alta dos preços. A dependência do transporte rodoviário no Brasil (mais de 75%) agrava a situação, elevando o custo do frete e, consequentemente, o preço final dos produtos. Medidas como a revisão do ICMS e a redução do valor do dólar são apontadas como possíveis soluções para amenizar o impacto no consumidor. Enquanto isso, a população se vê obrigada a reduzir o padrão de vida para se adaptar à nova realidade.



