Aumento dos registros de casos de coqueluche em Ribeirão Preto preocupa especialistas
Um alerta de saúde importante, especialmente para pais de crianças pequenas, surge em Ribeirão Preto: a coqueluche. Após um período de dez anos com taxa zero da doença, o cenário mudou drasticamente no último ano, gerando preocupação entre os profissionais de saúde. Já são 20 casos confirmados este ano.
O que é Coqueluche e Seus Riscos?
A médica pediatra e infectologista, Silvia Fonseca, explica que a coqueluche, antigamente conhecida como ‘tosse comprida’, é causada por uma bactéria altamente transmissível. A transmissão ocorre facilmente através de gotículas respiratórias, como tosse e espirros. Se não reconhecida e tratada precocemente, a pessoa pode sofrer com crises de tosse prolongadas, por semanas a fio.
Por que a Coqueluche é Perigosa para Bebês?
O maior problema da coqueluche reside nos bebês. Ao contraírem a bactéria, eles têm dificuldade em eliminá-la, sofrendo com acessos de tosse intensos que, em muitos casos, exigem internação para suporte de oxigênio, devido à dificuldade em respirar. A estratégia fundamental é a vacinação infantil, através da pentavalente ou da tríplice bacteriana, seguindo o esquema de 2, 4 e 6 meses, com doses de reforço.
Vacinação como Estratégia de Proteção
Além da vacinação infantil, existe outra estratégia importante: a vacinação de gestantes a partir da 20ª semana de gestação, entre o segundo e terceiro trimestre. Essa dose de reforço é segura para a gestante e garante que o bebê nasça protegido nos primeiros meses de vida, até que as vacinas de 2, 4 e 6 meses façam efeito. A coqueluche se manifesta inicialmente como um resfriado comum, com nariz escorrendo, tosse leve e febre baixa. O sinal de alerta é a tosse persistente, que causa falta de ar, um som característico conhecido como ‘guincho da coqueluche’.
A vacinação é a medida mais eficaz, protegendo não só contra a coqueluche, mas também contra outras doenças. A vacina salva vidas.



