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Aumento na procura por canetas emagrecedoras levou Anvisa a mudar regras para compra

Farmacêuticos terão que reter as receitas médicas após o cliente solicitar o medicamento; automedicação traz riscos à saúde
canetas emagrecedoras
Farmacêuticos terão que reter as receitas médicas após o cliente solicitar o medicamento; automedicação traz riscos à saúde

Farmacêuticos terão que reter as receitas médicas após o cliente solicitar o medicamento; automedicação traz riscos à saúde

O uso indiscriminado de medicamentos injetáveis para emagrecimento tem chamado a atenção das autoridades sanitárias brasileiras. Devido ao aumento de vendas e relatos de efeitos colaterais, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) anunciou novas regras para a comercialização desses fármacos.

Novas Regras para Medicamentos Injetáveis

A partir da publicação da nova resolução, prevista para os próximos dias, as farmácias serão obrigadas a reter a receita médica na venda de 13 tipos de canetas injetáveis usadas no tratamento da obesidade e diabetes, incluindo medicamentos como Ozempic, Wegovy, Mounjaro e Rybelsus. Essa medida visa controlar o acesso a esses medicamentos, frequentemente utilizados fora da indicação médica, e minimizar os riscos à saúde.

Riscos do Uso Indevido

O aumento do uso dessas canetas para emagrecimento, sem acompanhamento médico, tem gerado preocupações com o surgimento de efeitos colaterais. O endocrinologista Matheus Esquetini destaca que, embora eficazes para o tratamento de diabetes e obesidade, esses medicamentos exigem dosagem e acompanhamento profissional. O uso inadequado pode resultar em problemas de saúde, comprometendo a eficácia do tratamento e gerando riscos adicionais.

Controle e Acompanhamento Médico

As receitas médicas para esses medicamentos terão validade de 90 dias. A nova regra entrará em vigor 60 dias após sua publicação. Embora o uso fora da indicação da bula não seja proibido, ele deve ser feito somente com acompanhamento médico e avaliação completa dos riscos envolvidos. A Anvisa espera que essa medida contribua para um uso mais seguro e responsável dessas medicações, garantindo que sejam utilizadas apenas por quem realmente necessita, sob supervisão médica adequada. A medida atende a reivindicações de conselhos e sociedades médicas, que buscavam maior controle sobre a prescrição desses medicamentos.

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