Ouça a reportagem da CBN Ribeirão com Lis Canello
Comerciantes da região central de Ribeirão Preto, especificamente nas ruas Rui Barbosa e Barão do Amazonas, expressam crescente preocupação com a onda de furtos que tem assolado seus estabelecimentos. Relatos de invasões noturnas e prejuízos significativos tornaram-se frequentes, gerando insegurança e impactando negativamente os negócios locais.
Prejuízos e Insegurança
Renata Pedrose, proprietária de uma loja na rua Rui Barbosa desde atrássto do ano passado, amargou um prejuízo de R$4 mil após um furto em seu estabelecimento. Segundo ela, os criminosos invadiram a loja pelos fundos, acessando o estoque e subtraindo cerca de 40 pares de calçados. A comerciante lamenta a falta de policiamento na área e o não funcionamento das câmeras do projeto “Olhos de Águia”, que deveriam monitorar o cruzamento das ruas Rui Barbosa e Barão do Amazonas.
Câmeras Desligadas e Medidas de Segurança
Fabiano Giacometti, dono de uma loja de semi-jóias há dois anos na Barão do Amazonas, também foi vítima da criminalidade. Em janeiro, sua loja foi invadida e teve a vitrine quebrada, o alarme desativado e diversos produtos roubados, resultando em um prejuízo de R$12 mil e no adiamento de seus planos de expandir o negócio com um espaço dedicado a noivas. Fabiano confirma que as câmeras de monitoramento da área estão desligadas e relata a sensação de insegurança ao trabalhar no local.
Leia também
Impacto nos Comerciantes e Dados Estatísticos
Apesar dos relatos de aumento nos furtos na região da Rua Barão do Amazonas, os dados gerais indicam uma redução desse tipo de crime em Ribeirão Preto entre 2014 e 2015. No entanto, a percepção dos comerciantes locais é de que a situação se agravou, levando alguns a considerarem a mudança de endereço ou até mesmo o encerramento de suas atividades. Fabiano, por exemplo, já presenciou o fechamento de lojas vizinhas devido à insegurança.
A situação demanda atenção das autoridades e a implementação de medidas eficazes para garantir a segurança dos comerciantes e da população na região central de Ribeirão Preto.



