Nos últimos 12 meses a farinha de mandioca teve aumento de 39%, a de trigo 12% e a de arroz 21%; economista comenta alta
O preço das farinhas disparou nos últimos 12 meses, afetando diretamente o orçamento doméstico e o custo de produção de diversos alimentos. A farinha de mandioca, essencial para a tradicional farofa, registrou aumento de 39%; a de trigo, 12%; e a de arroz, 21%, índices superiores à inflação do período.
Fatores que impulsionam a alta
Segundo o economista Adinange Baylid, diversos fatores contribuem para essa alta generalizada. A exportação, a importação e a inflação são alguns dos pontos cruciais. No caso da farinha de trigo, a dependência de importações de países como Argentina, Chile e Uruguai, somada à instabilidade cambial, agrava o problema. Já para as farinhas de produção nacional, a inflação, o preço do diesel e a preferência pela exportação devido ao câmbio desfavorável impactam significativamente os preços.
Impacto nos produtos alimentícios
O encarecimento das farinhas afeta diretamente o custo final de diversos produtos alimentícios, como pães, bolos, massas e pizzas, tanto em padarias quanto em confeitarias. O pão francês, item de consumo diário para muitos brasileiros, é um dos mais afetados.
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Perspectivas futuras e dicas para o consumidor
Para o economista Adinás Gebáili, a curto prazo não há perspectiva de redução nos preços. A longo prazo, medidas governamentais, como uma maior integração com o Mercosul ou a adoção de uma moeda única, poderiam contribuir para a estabilização dos preços. Enquanto isso, a recomendação é pesquisar preços, aproveitar promoções e buscar alternativas para minimizar o impacto no orçamento familiar. Acompanhar ofertas em redes sociais e grupos de WhatsApp também pode ajudar a economizar.



