Ouça a coluna ‘CBN Agronegócio’, com José Carlos de Lima Júnior
O contrabando e a falsificação de produtos representam um desafio crescente, e o mercado de defensivos agrícolas no Brasil tem se tornado um alvo recente dessa atividade ilegal. Essa situação levanta sérias preocupações sobre os impactos na produção e na saúde pública.
O Crescimento do Mercado de Falsificação
Até cerca de uma década atrás, o mercado de defensivos químicos era dominado por empresas multinacionais que investiam em pesquisa e tecnologia para desenvolver moléculas eficazes e seguras. Essas moléculas protegiam as lavouras e minimizavam os resíduos prejudiciais ao meio ambiente e à saúde dos consumidores. Com a liberação das patentes, outras empresas puderam fabricar e comercializar esses produtos como genéricos. No entanto, um mercado paralelo surgiu, com produtos de qualidade duvidosa e potenciais riscos.
Impactos da Falsificação nos Produtores e na Sociedade
Os defensivos químicos falsificados não apenas carecem da eficácia esperada, como também podem gerar resíduos prejudiciais à natureza e à saúde humana. Essa situação prejudica a sociedade em termos ambientais e econômicos. Embora alguns agricultores busquem esses produtos para reduzir custos, a maioria está ciente dos preços praticados no mercado e desconfia de ofertas muito abaixo do valor usual. No entanto, a sofisticação das falsificações, com embalagens e rótulos similares aos originais, pode enganar até mesmo os produtores mais informados.
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Como se Proteger da Falsificação
A informação é a principal ferramenta para combater a falsificação. Os produtores devem desconfiar de ofertas com preços muito abaixo do mercado e buscar assistência técnica para verificar a autenticidade e eficácia dos produtos. Consultar casas da agricultura, engenheiros agrônomos e empresas parceiras também pode auxiliar na identificação de produtos falsificados. O uso de defensivos falsificados pode comprometer o investimento do produtor e prejudicar a lavoura, além de aumentar a incidência de pragas e doenças.
A atenção e a informação são cruciais para mitigar os riscos associados ao uso de produtos falsificados.