Em algumas farmácias só sobraram os frascos de mostruário; Ribeirão Preto vive uma epidemia nível 2 da doença
A dengue está afetando a rotina dos moradores de Ribeirão Preto, levando-os a buscar medidas de proteção. O aumento na procura por repelentes é um reflexo dessa preocupação.
Alta demanda por repelentes
Farmácias da região registram aumento de até 30% nas vendas de repelentes. Em alguns estabelecimentos, o estoque está quase esgotado, com apenas unidades de mostruário disponíveis. A procura é motivada tanto pela prevenção, em famílias onde houve casos de dengue, quanto pelo medo de contágio.
Tipos de repelentes e recomendações
Os sprays são os mais procurados pela praticidade. No entanto, o dermatologista Weber Coelho destaca a importância de escolher o produto adequado à idade e características da pele do usuário. Existem opções à base de icaridina, DEET e IR3535, cada uma com suas vantagens. Para crianças pequenas, géis são recomendados; para adultos com pelos, sprays são mais eficazes; e para idosos, cremes são mais adequados. Apesar da eficácia dos repelentes, é crucial lembrar que eles são apenas uma parte da solução.
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Prevenção e combate à dengue
A população precisa estar atenta à eliminação de criadouros do mosquito Aedes aegypti, vetor da dengue, zika e chikungunya. Até mesmo pequenas quantidades de água acumulada, como em tampinhas de garrafa, são suficientes para a proliferação das larvas. A combinação do uso de repelentes com a eliminação de criadouros é fundamental para o controle da doença. Ribeirão Preto registrou números alarmantes de casos suspeitos de dengue, reforçando a necessidade de medidas preventivas.



