Ouça o programa que foi ao ar neste sábado (2), às 10h, em 90,5 FM e pelo site
Neste sábado, o programa Amanac, da CBN, discutiu a epidemia de dengue que assola não apenas Ribeirão Preto, mas também outras cidades do Brasil. Participaram da discussão o professor Benedito Antônio Lopes da Fonseca (Centro de Pesquisa em Virologia da USP), a diretora Luzia Marcia Romanhole (Departamento de Vigilância em Saúde e Planejamento), o professor Bialipassos e a chefe Maria Lucia Biagini (Divisão de Vigilância Ambiental em Saúde).
A Situação em Araraquara e Ribeirão Preto
Araraquara enfrenta uma situação crítica, com 354 casos de dengue em apenas 30 dias e uma média de 200 casos suspeitos por dia. A Vila Xavier concentra o maior número de infecções. Para combater o problema, a cidade realiza mutirões aos sábados para recolhimento de materiais que possam servir como criadouros do mosquito Aedes aegypti. Em Ribeirão Preto, a situação também é preocupante, demandando ações contínuas de combate ao mosquito.
Fatores de Risco e Cuidados
A presença de comorbidades, como hipertensão e diabetes, aumenta significativamente a gravidade da dengue, especialmente em idosos e crianças. A automedicação também é um fator preocupante. A recomendação é ingerir bastante água, utilizar paracetamol ou dipirona com moderação e, principalmente, procurar atendimento médico. A eficácia da nebulização é pontual, atuando no momento da aplicação, e requer técnica adequada, sendo mais eficaz com equipamentos portáteis.
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Prevenção e Ações em Conjunto
O combate à dengue exige ações em diferentes frentes. O controle de criadouros é fundamental, focando na fase aquática do mosquito. A nebulização é importante para controlar a fase alada, mas seu efeito é temporário. A participação da população é crucial, com a eliminação de criadouros em residências e locais públicos. A campanha do Grupo EPTV, com mutirões em mais de 200 cidades, busca potencializar as ações de combate à dengue. A conscientização da população e a busca por atendimento médico precoce são essenciais para controlar a epidemia. A vacina disponível apresenta limitações e não é recomendada para uso generalizado.
A luta contra a dengue é contínua e exige a colaboração de todos: poder público, profissionais de saúde e população. A eliminação de criadouros, a busca por atendimento médico e a conscientização são as armas mais eficazes para controlar a doença e evitar novas epidemias. A prevenção é a melhor forma de garantir a saúde coletiva.



