Ouça o programa que foi ao ar neste sábado (2), às 10h, em 90,5 FM e pelo site
Almanac CBN: Alerta para a dengue tipo 2 em Ribeirão Preto e região
Números alarmantes e ações de combate
Dados da Secretaria de Saúde de São Paulo apontam alerta para a dengue tipo 2, a mais grave, nas regiões de Campinas, São Carlos e Ribeirão Preto. Até 2016, a maioria dos casos era do tipo 1. Atualmente, 19 cidades paulistas já registraram casos do tipo 2, incluindo Araraquara, Barretos, Bebedouro, Espírito Santo do Pinhal, Piracicaba, Pirangi, Ribeirão Preto, Santo Antônio da Posse e Vista Alegre do Alto. Em São Joaquim da Barra, foram confirmadas três mortes por dengue hemorrágica e mais de 100 casos.
Em Ribeirão Preto, o aumento de casos é considerável em relação a 2018, com mais de 360 notificações e 68 confirmadas, sendo 15 do tipo 2. A situação é preocupante, pois grande parte da população é suscetível a esse sorotipo, que não circulava na região há cerca de 12 anos. A infecção pelo tipo 2 pode ser mais grave devido à reação do organismo com anticorpos de infecções anteriores.
Prevenção e ações da prefeitura
A prevenção é crucial, sendo o Aedes aegypti o principal vetor da dengue, zika, chikungunya e febre amarela urbana. Em Ribeirão Preto, as ações de combate à dengue incluem bloqueios de controle de criadouros e nebulização. A região oeste apresenta maior número de notificações, possivelmente devido à maior procura por unidades de saúde. A densidade populacional também influencia na incidência da doença, sendo maior em bairros mais populosos. Apesar de campanhas de conscientização, a colaboração da população ainda é insuficiente, com casos de residências apresentando diversos focos do mosquito.
Situação em São Joaquim da Barra e medidas tomadas
Em São Joaquim da Barra, a situação é crítica, com três mortes registradas e a cidade em estado de epidemia. Foram tomadas medidas como adiamento do início das aulas, cancelamento do carnaval de rua e intensificação das ações de combate ao mosquito, incluindo arrastões para recolhimento de lixo. A unidade de pronto atendimento passará a atender somente casos de dengue, e há contratação de mais médicos e compra de exames adicionais. Apesar das medidas, a epidemia deve continuar evoluindo, com o pico esperado entre março e abril.
A dengue é uma doença grave que requer atenção constante. A combinação de ações governamentais e a colaboração da população são fundamentais para minimizar os impactos da doença e proteger a saúde pública.



