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Autismo é o tema do Almanaque CBN

Ouça primeiro bloco do programa deste sábado (7)
Autismo
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Neste sábado, dia 7 de abril, a CBN recebeu especialistas para discutir o Transtorno do Espectro Autista (TEA). Participaram Maria Carolina Martoni, coordenadora da Fundação Panda; Giselle Provenço, psicóloga e analista de comportamento da Fundação Panda; Bruna Nobre, pedagoga da Fundação Panda; e Carol Felício, fundadora do Instituto Jujuba e organizadora do Te Abraço.

O que é o TEA?

Maria Carolina explicou que o autismo é um transtorno do desenvolvimento infantil que afeta a comunicação, a interação social e comportamentos, muitas vezes se manifestando em estereotipias ou comportamentos repetitivos. Não é uma doença, mas sim um conjunto de características e déficits que requerem intervenção.

Diagnóstico e Intervenção Precoce

A detecção precoce é crucial. Existem ferramentas como o M-CHAT e o iTrack (que mapeia o movimento ocular) que auxiliam no diagnóstico, podendo apontar indícios já aos 6 ou 8 meses de idade. A intervenção precoce, mesmo sem um diagnóstico formal, é fundamental, pois o tempo é um fator determinante no desenvolvimento da criança. Carol Felício destaca a importância de buscar ajuda profissional ao notar qualquer sinal de alerta, mesmo que o profissional inicialmente minimize a situação. A informação disponível na internet pode auxiliar os pais nesse processo.

Desafios e Perspectivas

A diversidade de expressões clínicas do autismo torna cada caso único. A intervenção deve ser personalizada, focando nos déficits e potencialidades de cada indivíduo. A Fundação Panda, por exemplo, utiliza a Análise do Comportamento Aplicada (ABA) como abordagem terapêutica, oferecendo um plano de ensino intensivo e diário para crianças até 7 ou 8 anos. O diagnóstico tardio na vida adulta acarreta prejuízos significativos, pois a intervenção precoce maximiza as chances de desenvolvimento de habilidades. A falta de recursos e capacitação de profissionais, especialmente no setor público, representa um grande desafio, impactando o acesso a tratamentos adequados. Apesar dos avanços na conscientização, ainda há muito a ser feito para garantir o atendimento adequado a todas as crianças com TEA, independentemente de sua condição socioeconômica.

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