Autoagressão entre adolescentes cresce e acende alerta de pediatras
Um alerta importante da Sociedade Brasileira de Pediatria sobre o aumento de casos de autoagressão na faixa etária dos 10 aos 19 anos tem gerado preocupação. Este artigo aborda esse tema delicado, explorando os sinais de alerta e as possíveis causas desse fenômeno.
O Crescimento Alarmante da Autoagressão
O aumento no número de registros de casos de autoagressão, que podem variar desde cortes e queimaduras até lesões autoprovocadas, é um reflexo do aumento de transtornos mentais, especialmente entre adolescentes. Embora esse aumento já fosse observado antes da pandemia, ele se intensificou consideravelmente nos últimos anos. É importante ressaltar que esses números podem ser ainda maiores, devido à subnotificação dos casos.
Fatores de Risco e Influências
Diversos fatores contribuem para a autoagressão na adolescência. A dificuldade em lidar com sentimentos de frustração, a transferência da dor emocional para a dor física e a existência de fatores de risco, como famílias desestruturadas, histórico de abusos e uso de substâncias, são elementos importantes a serem considerados. O bullying escolar e a influência negativa das redes sociais também desempenham um papel significativo nesse contexto, especialmente quando combinados com outros fatores de risco.
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A Importância do Acolhimento e do Apoio
O acolhimento é fundamental. Escutar o adolescente, demonstrar compreensão e buscar entender as razões por trás da autoagressão são passos cruciais. É essencial procurar auxílio profissional, começando pelo pediatra, que pode encaminhar para especialistas em saúde mental. A escola também desempenha um papel importante, oferecendo apoio, combatendo o bullying e criando redes de suporte para os adolescentes.
A atenção e o cuidado contínuo são essenciais para auxiliar os jovens a superarem esses momentos difíceis.