Nutricionista Cristina Trovó fala sobre quando eles são necessários e como podem prejudicar o organismo; ouça a coluna!
Para emagrecer de forma saudável, é fundamental aliar uma dieta equilibrada à prática de exercícios físicos e ao acompanhamento profissional. No entanto, a busca por métodos rápidos e sem esforço leva muitas pessoas a procurarem remédios para emagrecer sem orientação médica adequada.
Remédios para emagrecer: para quem são indicados?
A nutricionista Cristina Trovó esclarece que a medicação para emagrecimento possui indicações específicas. Seu uso é recomendado para pacientes com IMC acima de 27, acompanhado de comorbidades, ou para aqueles com IMC acima de 30 (obesidade). Utilizar esses medicamentos por questões puramente estéticas, sem estar dentro desses parâmetros, pode ser prejudicial à saúde.
Os riscos da automedicação
A especialista cita o exemplo recente nos Estados Unidos, onde a popularização de um medicamento para emagrecimento nas redes sociais levou à escassez do produto nas farmácias. Esse episódio destaca os perigos da automedicação, uma vez que a dosagem e o acompanhamento médico são cruciais para evitar problemas de saúde. A nutricionista ressalta que, mesmo para medicamentos inicialmente indicados para outras condições (como o diabetes tipo 2), o uso para emagrecimento deve ser prescrito e monitorado por um profissional.
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Emagrecimento saudável: a combinação ideal
Cristina Trovó desmistifica a crença de que o uso de remédios para emagrecer leva ao ganho de peso em dobro após a interrupção do tratamento. Embora o aumento da fome seja comum após a suspensão do medicamento, o sucesso a longo prazo depende da adoção de hábitos saudáveis, como atividade física regular e acompanhamento nutricional. A nutricionista afirma que pacientes que combinam o uso da medicação (sempre com prescrição médica) com mudanças no estilo de vida conseguem manter o peso perdido. Ela destaca ainda que a velocidade do emagrecimento varia de acordo com a massa corpórea, sendo mais rápida para pessoas com maior índice de gordura corporal. Por fim, a principal recomendação é evitar a automedicação e buscar orientação médica para um tratamento seguro e eficaz.