Professora de Farmácia da USP, Julieta Ueta, comenta sobre o perigo de tomar um medicamento sem saber quais as recomendações
Com o início das férias escolares, aumenta a circulação de vírus respiratórios, exigindo cuidados redobrados com a saúde infantil. A professora de farmácia da USP de Ribeirão Preto, Julieta Oeta, alerta para os perigos da automedicação, principalmente em relação à dosagem e à indicação correta dos medicamentos.
Automedicação responsável: sim, mas com cautela
Para casos simples de dor ou febre, a automedicação pode ser considerada, desde que se conheça o medicamento, sua dosagem e indicação. No entanto, a professora enfatiza a importância de evitar a administração de qualquer medicamento sem o conhecimento prévio de sua função. Antibióticos, por exemplo, devem ser prescritos exclusivamente por médico.
Cuidados com crianças, adultos e idosos
Os cuidados com a medicação se aplicam a todas as faixas etárias, incluindo crianças, adultos e idosos. A especialista destaca os antigripais como medicamentos de alto risco, devido à variedade de componentes em sua composição. A automedicação com antigripais deve ser evitada, independente da idade.
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Armazenamento adequado: segurança em primeiro lugar
Para garantir a segurança, principalmente em lares com crianças, é fundamental armazenar os remédios em embalagens adequadas, arejadas e longe do alcance das crianças. A professora ressalta a curiosidade infantil em relação aos medicamentos, que muitas vezes são vistos como objetos atraentes. Manter os remédios em locais secos e fora do alcance infantil é crucial para prevenir acidentes.
Em resumo, a prevenção é fundamental. Conhecer os medicamentos, suas dosagens e indicações, além de armazená-los corretamente, contribui para garantir a saúde e a segurança de toda a família durante as férias e o ano todo.



