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Automutilação cresce entre crianças e adolescentes

Ouça a coluna 'CBN Comportamento', com Daniele Zeotti
Automutilação crianças adolescentes
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A automutilação, um tema delicado e complexo, tem se tornado uma preocupação crescente entre jovens e adolescentes no Brasil. Longe de ser apenas um modismo ou uma busca por atenção, essa prática reflete um sofrimento profundo e multifacetado que exige compreensão e intervenção adequadas.

O que é Automutilação?

A automutilação se manifesta através de atos intencionais de傷害 ao próprio corpo, geralmente sem intenção de suicídio. Os cortes são as formas mais comuns, mas também incluem queimaduras, arranhões e outros tipos de lesões. É importante ressaltar que a automutilação pode ser tanto um transtorno mental em si quanto um sintoma de outras condições, como depressão, ansiedade, anorexia ou até mesmo esquizofrenia.

As Causas e o Impacto das Redes Sociais

As causas da automutilação são diversas e complexas, envolvendo fatores individuais, familiares e sociais. A pressão por um corpo perfeito e uma vida idealizada, amplamente disseminada nas redes sociais, pode gerar sentimentos de inadequação e baixa autoestima, especialmente entre adolescentes. A disseminação de imagens e relatos de automutilação em grupos online também contribui para a normalização e até mesmo a idealização desse comportamento, tornando-o uma forma de escape ou alívio para dores emocionais intensas.

Identificação e Tratamento

A identificação precoce da automutilação é crucial para o sucesso do tratamento. Pais e educadores devem estar atentos a sinais como isolamento, irritabilidade, mudanças de humor, uso constante de roupas compridas mesmo em dias quentes e baixo rendimento escolar. Ao suspeitar de automutilação, é fundamental procurar ajuda profissional de um psicólogo ou psiquiatra. O tratamento geralmente envolve psicoterapia e, em alguns casos, medicação, visando ajudar o indivíduo a lidar com suas emoções e encontrar formas mais saudáveis de enfrentar as dificuldades.

Encarar essa realidade com informação e empatia é o primeiro passo para oferecer o suporte necessário a quem sofre com a automutilação, construindo um caminho de esperança e recuperação.

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