Em Ribeirão Preto ao menos um motorista é notificado por dia
Que ingerir bebida alcoólica e dirigir não dá certo, todo mundo já sabe. Mas em Ribeirão Preto, apesar da Lei Seca completar 10 anos e já ter autuado mais de 3.500 motoristas (uma média de um por dia), a imprudência persiste.
Fiscalização insuficiente e números preocupantes
O especialista em trânsito Luiz Gustavo Correia aponta que a falta de fiscalizações frequentes por órgãos como o DETRAN, Polícia Militar e Polícia Civil contribui para esses altos números. Ele destaca que uma fiscalização mais efetiva revelaria um número ainda maior de infrações. A conscientização da população sobre os riscos da combinação álcool e direção é crucial para reduzir acidentes e mortes no município.
Aumento de autuações e perfil dos infratores
Desde 2008, o número de motoristas autuados pela Lei Seca aumentou quase 300%, saltando de 156 para 612 entre 2008 e 2017. Jovens lideram as estatísticas de flagrantes, e o especialista sugere que as universidades poderiam contribuir com discussões sobre o tema em sala de aula.
Leia também
Políticas de fiscalização e criatividade dos infratores
O diretor presidente do DETRAN, Maxwell Vieira, afirma que as fiscalizações são frequentes por meio de parcerias com as polícias Civil e Militar, e que o trabalho tem apresentado bons resultados, apesar dos números preocupantes. Ele cita casos inusitados de justificativas apresentadas pelos motoristas flagrados, que vão desde alegações de consumo de cerveja sem álcool contaminada até justificativas relacionadas a problemas emocionais ou religiosos. A fiscalização também é intensificada nas rodovias da região, principalmente em feriados prolongados, com foco em locais e situações de maior risco de acidentes graves, como explica o capitão Francisco Pani Neto.
Em 2013, a Lei Seca passou por alterações, aumentando as penalidades para motoristas flagrados dirigindo sob efeito de álcool: multa de quase R$ 3.000, suspensão da habilitação por um ano e, dependendo da quantidade de álcool no organismo, processo judicial. A conscientização e a fiscalização rigorosa continuam sendo fundamentais para a segurança no trânsito.



