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Avanço de pesquisas com células CAR-T melhora acesso e amplia estudo clínico no país

Avanço das células CAR-T em Ribeirão melhora acesso e amplia estudo clínico no país
Células CAR-T
Avanço das células CAR-T em Ribeirão melhora acesso e amplia estudo clínico no país

Avanço das células CAR-T em Ribeirão melhora acesso e amplia estudo clínico no país

A CBN tem acompanhado de perto o trabalho dos pesquisadores de Ribeirão Preto no desenvolvimento das células Car-T, um tratamento inovador que modifica as células do sistema imunológico para combater tipos de leucemia. Para atualizar o andamento da pesquisa, conversamos com o professor e pesquisador da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, Diego Clé.

O Início da Pesquisa e o Objetivo de Acessibilidade

O professor Clé relembrou o início da pesquisa e o objetivo final de levar essa terapia para o SUS, tornando-a universal para quem precisa. A grande inovação do estudo, desenvolvido na Universidade de São Paulo e no Hemocentro de Ribeirão Preto, é produzir a técnica de transformação das células Car-T com tecnologia 100% nacional. Isso permite baratear o custo e incorporar o tratamento ao sistema único de saúde, dando acesso a toda a população, que hoje enfrenta uma grande disparidade no acesso a essa terapia.

Estágio Atual do Estudo Clínico e o Funcionamento do Car-T

Para garantir a segurança e eficácia do tratamento, é fundamental a condução de um estudo clínico, testando-o em pacientes em um ambiente controlado. Atualmente, o estudo está 20% completo, com um longo percurso pela frente, incluindo a necessidade de tratar mais pacientes. O professor explicou que o Car-T utiliza o próprio sistema imunológico do paciente, treinando-o para combater um tipo específico de câncer. As células de defesa (linfócitos) são retiradas, modificadas geneticamente para reconhecer proteínas do câncer e devolvidas ao paciente. É um tratamento personalizado, com a inovação de ser desenvolvido inteiramente no Hemocentro de Ribeirão Preto, que possui uma fábrica de células e é pioneiro na América Latina.

Desafios e Próximos Passos

Um dos desafios é tornar o tratamento acessível a toda a população brasileira, já que ele é individualizado e demanda tempo. Para isso, é necessário ter diversas salas de produção e centros especializados. O Núcleo de Terapias Avançadas (Nutera) dispõe de 16 salas de produção. Atualmente, hospitais como o Hospital das Clínicas da Unicamp, o H.C. de São Paulo, a Beneficência Portuguesa de São Paulo e o Hospital Sírio Libanês de São Paulo também participam do estudo. Há estudos paralelos que buscam tratar outras doenças e até usar células alteradas de doadores. A expectativa é que, em 2026, pacientes com lúpus sejam tratados com a tecnologia Car-T. Além disso, pesquisadores estudam o uso de linfócitos NK de doadores universais.

O estudo continua recrutando e tratando pessoas com leucemia e linfoma, com a expectativa de completar 81 pacientes tratados até meados do segundo semestre de 2026. Após a conclusão, o pedido de aprovação do tratamento será submetido à Anvisa, para que ele possa ser incorporado ao SUS.

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