Ouça a coluna ‘CBN Agronegócio’, com José Carlos de Lima Júnior
As plantas daninhas representam um desafio constante para os produtores de cana-de-açúcar, impactando negativamente a produtividade e elevando os custos de produção. No entanto, o setor tem testemunhado avanços significativos no controle dessas invasoras.
Investimentos em Tecnologia e Pesquisa
Empresas do agronegócio e institutos de pesquisa têm direcionado esforços para o desenvolvimento de novas tecnologias que visam otimizar a produção e reduzir os custos. Um dos focos principais é o controle de plantas daninhas na cultura da cana-de-açúcar, buscando alternativas ao uso indiscriminado de herbicidas como o glifosato, que levou ao desenvolvimento de resistência em algumas espécies.
A Preocupação Ambiental e a Evolução das Práticas
Ao contrário do passado, quando a preocupação com o impacto ambiental era menor, atualmente as empresas que investem em novas tecnologias priorizam a redução de resíduos gerados por defensivos e corretivos de solo. Há um controle rigoroso sobre os produtos químicos utilizados, visando minimizar os danos ao meio ambiente e à saúde humana. A pesquisa e o desenvolvimento de produtos mais seguros e eficientes são prioridades.
Leia também
Resistência e a Necessidade de Orientação Técnica
O uso indiscriminado de herbicidas, sem a devida orientação técnica de um engenheiro agrônomo, pode levar ao desenvolvimento de resistência nas plantas daninhas, assim como o uso excessivo de medicamentos pode gerar resistência em seres humanos. A orientação técnica é fundamental para garantir a aplicação correta dos produtos, evitar o surgimento de resistência e otimizar os resultados.
A busca por soluções inovadoras e sustentáveis no controle de plantas daninhas é essencial para garantir a produtividade da cultura da cana-de-açúcar, reduzir os custos de produção e assegurar o fornecimento de alimentos de qualidade para a sociedade.