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AVC é o assunto do Almanaque CBN

Ouça o primeiro bloco do programa deste sábado (28)
AVC
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Neste sábado, 28 de outubro, o programa Almanaque CBN discutiu o Acidente Vascular Cerebral (AVC), em alusão ao Dia Mundial de Combate e Conscientização do AVC, celebrado em 29 de outubro. A conversa contou com a participação do Dr. Otávio Marques Pontes Neto (neurologista), Dr. Evandro José Cesarino (cardiologista) e Samira Raffani (terapeuta ocupacional).

O que é AVC e seus sintomas

O Dr. Otávio explicou que o AVC é um problema nos vasos sanguíneos do cérebro, sendo a segunda maior causa de morte no mundo e a principal causa de incapacidade no Brasil. Existem dois tipos principais: o AVC isquêmico (85% dos casos), causado por um entupimento arterial, e o AVC hemorrágico (15%), causado pela ruptura de uma artéria. Os sintomas incluem fraqueza ou dormência súbita de um lado do corpo, boca torta, dificuldade para falar ou entender, dificuldade súbita para enxergar e tontura. É crucial reconhecer esses sintomas como uma emergência médica.

Fatores de risco e prevenção

O Dr. Evandro destacou a relação entre doenças cardiovasculares e AVC. Hipertensão e fibrilação atrial aumentam significativamente o risco. Placas de gordura nas artérias carótidas também contribuem para o AVC isquêmico. A gravidade dos comprometimentos depende da área cerebral afetada, podendo resultar em problemas de visão, fala e motricidade. Samira Raffani, terapeuta ocupacional, descreveu o trabalho de reabilitação pós-AVC, focando na prevenção de complicações secundárias e na orientação familiar para lidar com as deficiências do paciente, incluindo adaptações ambientais e uso de tecnologia assistiva.

Diagnóstico, tratamento e prevenção

A importância da investigação da causa do AVC foi enfatizada, pois a prevenção de um segundo evento depende disso. O tratamento pode incluir medicamentos trombolíticos (até 4h30 do início dos sintomas) ou procedimentos endovasculares (cateterismo). A aspirina pode ser usada como antiagregante plaquetário para reduzir o risco de novos AVCs, enquanto anticoagulantes são indicados em casos específicos, como fibrilação atrial. O perfil de risco inclui idade acima de 50 anos, sendo mais comum em mulheres. A prevenção inclui check-ups regulares e atenção a fatores genéticos e estilo de vida. A alta taxa de mortalidade por AVC no Brasil, comparada a países desenvolvidos, destaca a necessidade de maior investimento em prevenção e tratamento.

A discussão finalizou com a ênfase na importância da conscientização sobre o AVC, tratamento eficaz e prevenção, reduzindo o impacto dessa doença e melhorando a qualidade de vida dos pacientes e suas famílias.

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