Quase 600 contratados pela empresa de Marcelo Plastino deixarão de prestar serviços para a Prefeitura de Ribeirão Preto
Um escândalo de desvio de verbas abalou a cidade de Ribeirão Preto, revelando um esquema de quarteirização de serviços que utilizava a empresa Atmosfera como um verdadeiro “cabide de empregos”. A Codeirp e a Erp, dois órgãos da prefeitura, estão no centro das investigações, que apontam para a adulteração de salários e o uso de parte dos recursos para sustentar o esquema criminoso.
Impacto nos Serviços Públicos
A demissão de 586 funcionários contratados pela Atmosfera gerou um impacto significativo em diversos serviços públicos. Um dos setores mais afetados foi o Cemitério Bom Pastor, onde funcionários como o coveiro Zé, com quatro anos de casa, receberam aviso prévio e aguardam o pagamento de seus direitos. Para evitar a paralisação dos serviços, a Codeirp realizou uma contratação emergencial de 22 novos funcionários.
Reorganização no Bosque Fábio Barreto
O Bosque Fábio Barreto também sofreu com as demissões, com pelo menos 10 pessoas deixando suas funções nas áreas de manutenção, portaria e cuidados com os animais. Alexandre Goulveia, diretor do zoológico, implementou uma reorganização das tarefas para garantir o bem-estar dos animais. Servidores de carreira assumiram novas responsabilidades, e o próprio diretor passou a auxiliar na preparação da alimentação dos animais, demonstrando o esforço para minimizar os impactos da crise.
Leia também
Medidas da Prefeitura
A Prefeitura de Ribeirão Preto informou que já convocou 70 pessoas aprovadas em concurso público e contratou 22 funcionários para o Cemitério Bom Pastor. A administração municipal busca reestruturar os demais cargos afetados pelas demissões. Enquanto isso, o advogado da empresa Atmosfera nega as acusações de que a empresa funcionava como um “cabide de emprego”.
A situação exige atenção e medidas eficazes para garantir a continuidade dos serviços essenciais à população.



