Caso que aconteceu nesta quinta, em Minas Gerais, liga o alerta para situações parecidas, que aumentam com o calor do fim de ano
O período de calor intenso convida a mergulhos refrescantes, mas é preciso cautela. Nadar em rios, mares, lagos e represas apresenta riscos, especialmente para quem não conhece o local e possui apenas noções básicas de natação, como as adquiridas em piscinas.
Mortes por afogamento: casos recentes
Somente nesta semana, três mortes por afogamento foram registradas. Um jovem peruano de 18 anos morreu em Itrapina após se afogar; segundo amigos, ele não sabia nadar. Outro caso ocorreu em uma represa em Deufinópolis (MG), onde duas vítimas fatais caíram de um caiaque e se afogaram, sem o uso de coletes salva-vidas. Seus corpos foram encontrados um dia depois pelo Corpo de Bombeiros.
Recomendações de segurança para banhistas
O Capitão Rodrigo Quintino, do Corpo de Bombeiros, reforça a importância da prudência, recomendando nadar apenas em locais conhecidos e, mesmo assim, com cautela. Ele destaca a máxima de prevenção: “água no umbigo, sinal de perigo”. A orientação é evitar nadar em locais desconhecidos, pois podem apresentar perigos ocultos, como fundo rochoso ou irregular, que podem causar pânico e levar ao afogamento. Em caso de afogamento de outra pessoa, a recomendação é lançar um objeto flutuante para a vítima, e nunca tentar o resgate diretamente, pois isso pode colocar o socorrista em risco.
Prevenção de acidentes
Com o período de férias e festas, um alerta adicional: evitar o consumo de álcool antes de entrar na água. Crianças e idosos devem ser acompanhados por adultos, e as crianças devem usar sempre coletes salva-vidas ou boias. O Brasil ocupa a triste posição de terceiro país com maior número de mortes por afogamento no mundo, segundo a OMS. A falta de segurança em muitos locais, como lagos e represas, agrava o problema, com a ausência de barreiras de proteção e socorristas.



