Descoberta de pesquisadores da USP Ribeirão ganhou repercussão mundial com a publicação em revista científica norte-americana
Uma pesquisa conduzida por cientistas do laboratório de imunoparasitologia da Faculdade de Medicina da USP de Ribeirão Preto revelou novos detalhes sobre a relação entre bactérias intestinais e o desenvolvimento de doenças autoimunes, incluindo o diabetes tipo 1.
A Migração das Bactérias Intestinais
O estudo demonstrou como certas bactérias presentes na flora intestinal conseguem escapar do intestino e migrar para o linfonodo pancreático, uma estrutura localizada ao redor do pâncreas. Segundo o pesquisador-chefe Frederico Ribeiro Campos Costa, a chegada dessas bactérias aos linfonodos desencadeia uma resposta do sistema de defesa do organismo, por meio de um receptor específico.
Inflamação e Predisposição Genética
Essa interação leva a uma inflamação local ao redor do pâncreas, o que pode ser um fator crucial para indivíduos com predisposição genética a desenvolver o diabetes tipo 1. A descoberta oferece uma nova perspectiva sobre os mecanismos envolvidos no surgimento da doença.
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Próximos Passos da Pesquisa
Embora a pesquisa represente um avanço significativo na compreensão do diabetes, ainda há muitas perguntas a serem respondidas. Frederico Ribeiro Campos Costa e sua equipe continuam investigando os detalhes dessa relação complexa entre bactérias intestinais e o sistema imunológico, buscando novas formas de prevenir e tratar a doença.
A pesquisa da USP de Ribeirão Preto, que ganhou repercussão internacional e foi publicada na revista científica norte-americana The Journal of Experimental Medicine, representa um passo importante na busca por soluções para o diabetes tipo 1.



