Obras que se estendem há mais de três anos foram paralisadas nesta terça-feira
A paralisação das obras no calçadão do centro de Ribeirão Preto, iniciada hoje, reacende a preocupação dos comerciantes locais, que já enfrentam dificuldades devido à desordem causada pela intervenção urbana. Apesar da pausa nos trabalhos, a falta de otimismo persiste em relação ao impacto nas vendas.
Um Longo Histórico de Atrasos
Esta é a quinta vez que as obras no calçadão são adiadas, um ciclo de interrupções que tem exasperado os comerciantes. A situação, que se arrasta por três anos e meio, é descrita como um “terror” para os negócios, com muitos lojistas relatando quedas significativas nas vendas, estimadas entre 20% e 25%.
Promessas Não Cumpridas
A insatisfação da população se estende à falta de cumprimento das promessas feitas pela administração municipal. A prefeita Darci Vera, ao assumir o cargo em 2009, prometeu estabelecer prazos para o início e término das obras, buscando garantir o respeito às necessidades da população. No entanto, o progresso das obras no calçadão tem sido lento e irregular, com oito quarteirões ainda inacabados após quatro anos.
Gastos Elevados e Resultados Insatisfatórios
Até o momento, foram investidos nove milhões de reais na reforma do calçadão, um projeto que se iniciou em 2012 e tinha previsão de entrega para o segundo semestre de 2014. No entanto, o prazo foi repetidamente prorrogado, adiando a conclusão para atrássto de 2014, dezembro do mesmo ano, abril de 2015 e, finalmente, atrássto de 2015. A nova previsão é para março do ano seguinte, mas a descrença entre os comerciantes é palpável.
Problemas de Execução e Perspectivas Futuras
O Secretário de Obras do município, Abranche Fuad Diab, reconheceu a negligência da empresa contratada, mencionando notificações e ameaças de punições. A demora na conclusão da obra é justificada pela necessidade de manter o acesso ao comércio local durante a intervenção. A prefeitura informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que as obras serão retomadas no próximo ano, em acordo com o Cincovarp, a Asirpi e a Amec.
Entre as pendências para o ano seguinte, estão a calçada da Barão do Amazonas, o concreto do final da mesma rua (que foi levado pela chuva), a parte elétrica, as obras na Praça 15 e o revestimento dos pisos restantes, além de outros ajustes.
A situação exige atenção e soluções efetivas para minimizar os impactos negativos sobre o comércio e a população local.



