Poço artesiano foi instalado na região há alguns anos, mas não é suficiente para abastecimento
Ribeirão Preto cresce a cada ano, com novos bairros e aumento populacional. Porém, nem todos os avanços acompanham a expansão urbana. Moradores de bairros como Portal do Alto, Arlindo Laguna e Jamil Semicur, na zona oeste, enfrentam problemas crônicos de abastecimento de água.
Água na torneira: um luxo para alguns?
A presidente da Associação dos Bairros, Maria Silvia Rock, relata que, apesar da instalação de um poço artesiano na região há alguns anos, o abastecimento continua irregular, com falta de água em muitos finais de semana. A situação é tão grave que moradores relatam passar até 15 anos sem água em finais de semana. A falta de água se tornou motivo de ação judicial movida pela Promotoria do Consumidor e o Gaema (Grupo de Atuação Especial de Defesa do Meio Ambiente), que exige a resolução dos problemas em até 48 horas, sob pena de multa para a prefeitura.
Caminhões-pipa e cobrança indevida
Maria Silvia denuncia que a prefeitura não cumpre a exigência legal, e que até mesmo o envio de caminhões-pipa está condicionado ao pagamento pela água. O problema afeta também o bairro Ipiranga, especificamente a Travessa Mamoré. A reportagem da CBN acompanha o caso de perto, onde moradores relatam ter que estocar água durante a madrugada, quando o abastecimento é temporário e insuficiente. Uma moradora relata pagar por serviços de lavanderia fora de casa, apesar de receber uma conta de água de R$ 99.
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O que dizem as autoridades?
O Daerp (Departamento de Água e Esgoto de Ribeirão Preto), por meio do assessor técnico Cleverson Fernandes Braga, admite a intermitência em alguns locais, garantindo o monitoramento e a injeção de água em áreas com baixa pressão. A promotora do Gaema, Cláudia Abibi, afirma que existe uma decisão judicial que determina o abastecimento em até 48 horas, inclusive com caminhões-pipa, e que a população deve procurar o Ministério Público para comunicar as irregularidades. Caso o Daerp não resolva o problema, a empresa está sujeita a multas de R$ 10 mil por dia e à proibição de novas ligações de água.
A situação demonstra a necessidade de ações efetivas para garantir o acesso à água potável para todos os moradores de Ribeirão Preto, independente da região em que residem. A falta de água impacta a qualidade de vida e exige uma resposta rápida e eficiente das autoridades.



