Dados da SSP mostram que a região teve 1196 casos registrados entre janeiro a julho, um aumento de cerca de 5% em relação a 2022
A Secretaria de Segurança Pública do Estado divulgou dados preocupantes sobre criminalidade e violência em Ribeirão Preto. Um aumento significativo em diversos tipos de crimes foi registrado entre janeiro e julho de 2023, se comparado ao mesmo período de 2022.
Aumento de Crimes Violentos
Os crimes que mais apresentaram crescimento foram lesão corporal (9%), lesão corporal culposa por acidente de trânsito (24%), estupros e furtos/roubos. No centro da cidade, comerciantes relatam prejuízos significativos devido a furtos frequentes em seus estabelecimentos. Um lojista do calçadão, por exemplo, sofreu dois furtos em um mês, totalizando um prejuízo superior a R$ 8.000. Roubos também são comuns em lojas de roupas, com clientes aproveitando a multidão para furtar peças e até mesmo celulares usados no comércio.
Criminalidade em diferentes regiões
A criminalidade não se limita ao centro. O quarto Distrito Policial, que atende a zona sul, registrou um aumento de quase 5% nos casos de furtos e roubos. Assaltos a mulheres que passeiam com cachorros à noite são frequentes na região, com registros recentes no Jardim Botânico. Uma vítima relatou ter sido abusada e o bandido tentou arrancar suas roupas. A sensação de insegurança é crescente entre as mulheres, que temem circular sozinhas em horários noturnos.
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Prevenção e Orientações
Apesar do aumento da criminalidade, a região central de Ribeirão Preto é monitorada por câmeras de segurança e conta com policiamento ostensivo. No entanto, as autoridades reforçam a necessidade de atenção por parte da população, principalmente ao portar objetos de valor. A orientação é para que as vítimas registrem boletins de ocorrência, seja presencialmente ou eletronicamente, para auxiliar no direcionamento do policiamento. A imprudência no trânsito, principalmente o excesso de velocidade e a falta de itens de segurança, contribuem para o aumento de acidentes com vítimas, especialmente motociclistas. A rede de apoio para mulheres e crianças vítimas de violência também precisa ser fortalecida, com informações claras sobre direitos e canais de denúncia.



