Ouça a reportagem da CBN Ribeirão com Caetano Cury
O recente problema de abastecimento de água em Ribeirão Preto, que afetou cerca de 65 mil moradores, reacende o debate sobre a infraestrutura e a gestão dos recursos hídricos na cidade. Bairros das zonas norte e oeste foram os mais impactados, com relatos de interrupções no fornecimento que duraram dias.
Impacto nos Bairros e Moradores
A situação mais crítica foi registrada nos bairros Quintino 1 e 2, Vila Elisa e Vila Tibério. Moradores como o Sr. Sebastião Ferreira Barbosa, do Quintino 2, relataram que o abastecimento, quando retornava, era por um período muito curto, insuficiente para atender às necessidades básicas. A falta d’água impactou diretamente a rotina das famílias, impossibilitando atividades como higiene pessoal e preparo de alimentos. A necessidade de armazenar água em grandes quantidades, como as quatro caixas d’água do Sr. Sebastião, demonstra a preocupação constante com a irregularidade no abastecimento.
Causas do Desabastecimento
De acordo com o Departamento de Água e Esgoto de Ribeirão Preto (DAERP), o problema foi causado por defeitos em três bombas simultaneamente: uma no Quintino 2, outra na Vila Tibério e uma terceira no poço artesiano do Simione. A autarquia não detalhou as causas específicas das falhas, mas informou que está trabalhando para solucionar os problemas. A previsão inicial de restabelecimento do serviço foi adiada, gerando ainda mais transtorno para a população. Caminhões-pipa foram disponibilizados para atender pontos prioritários como escolas e unidades de saúde.
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Reincidência e Soluções
Este não é um caso isolado. Na semana anterior, 60 mil moradores dos Campos Elíseos também foram afetados por problemas no abastecimento. O DAERP conseguiu restabelecer o serviço parcialmente, reativando um antigo posto, mas o equipamento principal ainda não foi reparado. A recorrência desses problemas levanta questionamentos sobre a necessidade de investimentos em manutenção e modernização da infraestrutura hídrica da cidade.
A experiência recente serve como um lembrete da importância da gestão eficiente dos recursos hídricos e da necessidade de investimentos contínuos na infraestrutura para garantir o abastecimento regular e evitar transtornos à população.



