SSP registrou no Ipiranga 17 ocorrências em setembro, um aumento de 13 %; na região do 4ª DP foram 39 casos, uma alta de 25%
A sensação de insegurança se tornou rotina em Ribeirão Preto, Bairros de Ribeirão Preto registram alta, com aumento no número de furtos de carros e motos em algumas regiões da cidade.
Durante a madrugada, ladrões forçaram o portão de um condomínio na região da Lagoinha e furtaram duas motos que estavam na garagem do prédio. Paulo Roberto de Souza, auxiliar de logística e um dos donos das motos, relatou que utilizava uma delas para trabalhar, mas que o veículo era financiado e não possuía seguro.
“Eu não estou no prejuízo maior porque a empresa onde eu trabalho é perto, então eu consigo ir andando. Mas a questão de voltar para a cidade onde eu morava eu já não consigo, eu tenho que ir de ônibus.”
Paulo também expressou preocupação com a segurança no bairro, afirmando que não vê viaturas circulando e que perdeu a esperança de recuperar a moto furtada. Ele disse ainda que não pretende comprar outro veículo.
“Ah não, eu já perdi a esperança, eu já estou até trabalhando como se nada tivesse acontecido, para não justamente carregar esse sentimento de impotência junto comigo todos os dias que acaba fazendo mal.”
Os dados da Secretaria de Segurança Pública confirmam o aumento dos furtos em algumas áreas de Ribeirão Preto. No Ipiranga, região do 5º Distrito Policial, foram registrados 17 furtos de veículos em setembro, um aumento de 13% em relação ao mesmo período do ano anterior. Na região do 4º Distrito Policial, ocorreram 39 furtos em setembro, representando um aumento de 25% em comparação com setembro de 2023.
Sergio Nunes, dono de um estacionamento no Jardim Sumaré, explicou que a presença de consultórios médicos e restaurantes no bairro faz com que muitas pessoas estacionem na rua por longos períodos, o que facilita a ação dos ladrões.
“O que eles mais gostam é onde tem um fluxo de carro parado, né? E onde tem bastante carro estacionado é onde eles procuram mais para furtar dentro do veículo, furtar o veículo, né? Levar embora.”
O criminólogo Gianna Alves, que estuda índices de violência, afirmou que os criminosos buscam oportunidades em regiões com centros estudantis e universitários, onde os veículos ficam estacionados por períodos previsíveis, facilitando a ação dos furtadores.
“Associações criminosas especializadas em furtos de veículos sabem que quem estacionou o veículo em determinada rua tem aquele período que a pessoa necessariamente estará na escola ou na universidade. E isso dá uma margem para o furtador agir com certa tranquilidade nesse espaço temporal.”
Ele também destacou que o comércio ilícito de veículos furtados contribui para a lucratividade dos criminosos, dificultando o combate a esses crimes.



