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Baixa adesão à vacina contra a gripe em Ribeirão Preto se reflete na alta das internações

Diretora do Centro de Vigilância Epidemiológica do Estado explica sintomas da doença e destaca importância de se imunizar
Baixa adesão à vacina contra a
Diretora do Centro de Vigilância Epidemiológica do Estado explica sintomas da doença e destaca importância de se imunizar

Diretora do Centro de Vigilância Epidemiológica do Estado explica sintomas da doença e destaca importância de se imunizar

Os postos de saúde de Ribeirão Preto enfrentam sobrecarga devido ao aumento de pacientes com sintomas de gripe — Baixa adesão à vacina contra a —. A baixa adesão à campanha de vacinação é apontada como um dos principais motivos para essa situação.

Casos e óbitos em Ribeirão Preto

De janeiro a maio de 2024, a cidade registrou 686 casos de síndrome respiratória aguda grave (SRAG), com 50 mortes confirmadas nesse período. Em maio, foram 220 novos casos. A influenza, especialmente o vírus H1N1, foi identificada como a principal causa da maioria dos casos, segundo Luzia Marcia, diretora do Departamento de Vigilância em Saúde.

Baixa cobertura vacinal: A cobertura vacinal contra a gripe em Ribeirão Preto está abaixo do ideal: 44% dos idosos e 24% das crianças até 6 anos foram imunizados, enquanto a meta é atingir pelo menos 80% dos grupos prioritários. As quatro Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) da cidade atendem em média 800 pessoas por dia, refletindo a sobrecarga no sistema de saúde.

Importância da vacinação: O médico infectologista Luiz Agra destaca que a vacina contra a gripe previne formas graves da doença, reduzindo mortes, internações e transmissibilidade. Ele ressalta que grupos vulneráveis, como pessoas com problemas pulmonares e bebês com menos de seis meses, são os mais afetados pela doença e se beneficiam da imunização da população ao redor.

Ações e orientações da prefeitura: A prefeitura de Ribeirão Preto mantém vacinação disponível em todas as salas de saúde e realizará uma campanha especial no dia 28 de julho, focada principalmente nas crianças. Crianças com sintomas leves podem buscar atendimento nos postos de saúde sem necessidade de agendamento.

Dados de referência

Segundo a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, de janeiro a maio de 2023 foram registrados 2.423 casos de SRAG por Covid-19 e 433 mortes no estado. Em 2024, no mesmo período, houve 5.501 casos e 980 mortes. Para a gripe, foram 4.621 casos e 440 mortes em 2023, e 2.910 casos com 330 mortes em 2024.

Tatiana Langue da Agostini, diretora do Centro de Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, explica que a SRAG é um conjunto de sinais e sintomas que indicam gravidade, exigindo internação. Ela destaca que os sintomas da gripe e da Covid-19 são semelhantes, o que torna importante a realização de testes rápidos para diagnóstico precoce.

O aumento dos casos no inverno é atribuído ao comportamento da população, que tende a se aglomerar em ambientes fechados, facilitando a transmissão dos vírus. O monitoramento dos casos é feito por meio de notificações em unidades de saúde e análises laboratoriais no Instituto Adolfo Lutz.

Tatiana reforça que a vacinação é a principal forma de prevenção contra doenças respiratórias, disponível para crianças a partir de seis meses e para todas as idades. Ela garante que as vacinas são seguras e eficazes, e orienta que a população procure a unidade de saúde mais próxima, levando documento com foto e, se possível, a carteirinha de vacinação.

O site da prefeitura de Ribeirão Preto (ribeiraopreto.sp.gov.br) disponibiliza a lista das unidades de saúde com salas de vacinação.

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