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Baixa umidade do ar requer cuidados para quem se expõe ao sol

Pneumologista Lídia Torres conversou com a CBN Ribeirão
Baixa umidade do ar requer cuidados
Pneumologista Lídia Torres conversou com a CBN Ribeirão

Pneumologista Lídia Torres conversou com a CBN Ribeirão

São José do Rio Preto registrou ontem uma umidade relativa do ar de 17%, Baixa umidade do ar requer cuidados para quem se expõe ao sol, índice considerado muito baixo e que coloca a cidade em estado de alerta conforme os padrões da Organização Mundial da Saúde (OMS). A OMS recomenda que a umidade relativa do ar se mantenha acima de 60% para garantir condições adequadas à saúde da população.

Segundo a Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Ctsb), responsável pelo monitoramento dos índices ambientais, a baixa umidade do ar pode trazer riscos à saúde, especialmente para grupos vulneráveis como crianças, idosos e pessoas com doenças respiratórias. Diante desse cenário, especialistas reforçam a necessidade de cuidados específicos para minimizar os impactos causados pela secura do ar.

Importância da hidratação constante: A pneumologista Lídia Torres destacou a importância da hidratação adequada para enfrentar os efeitos da baixa umidade.

“É fundamental que as pessoas mantenham o consumo constante de água ao longo do dia, principalmente aquelas que permanecem expostas ao sol ou em ambientes externos”, afirmou a médica.

Ela recomendou que, para quem não tem acesso fácil à água, o ideal é carregar uma garrafinha para garantir a reposição hídrica contínua. A hidratação é essencial para evitar a desidratação, que pode causar sintomas como tontura, cansaço e dificuldades respiratórias.

Cuidados com a pele e proteção solar

A secura do ar também afeta a pele, tornando-a mais ressecada e suscetível a irritações. Lídia Torres ressaltou a necessidade do uso de cremes hidratantes, mesmo para pessoas que não têm o hábito de utilizá-los.

“Existem produtos sem cheiro e que não deixam a pele oleosa, que são indicados para manter a hidratação cutânea”, explicou a pneumologista.

Além disso, a médica recomendou o uso de protetor solar para todos, independentemente da exposição direta ao sol. Segundo ela, a radiação ultravioleta pode afetar a pele mesmo em ambientes claros e internos. Para pessoas com pele muito clara, o ideal é utilizar protetores com fator de proteção 30 ou superior.

Recomendações para atividades físicas: Durante períodos de baixa umidade, a prática de exercícios físicos ao ar livre requer atenção redobrada. A pneumologista alertou para a necessidade de evitar atividades físicas nos horários de maior calor e baixa umidade, entre 10h30 e 15h30.

“O ideal é que as atividades sejam realizadas preferencialmente até as 10h30 da manhã ou após as 15h30, em locais arborizados ou próximos a corpos d’água, onde a umidade do ar é maior e a qualidade do ar melhor”, orientou.

Essas medidas ajudam a reduzir o risco de desidratação e problemas respiratórios decorrentes da exposição ao ar seco e quente.

Alimentação e hidratação adequada: Além da água, a pneumologista indicou que a hidratação pode ser complementada por bebidas que contenham eletrólitos, como a água de coco.

“É importante evitar substituir a água por sucos ou bebidas hidratantes, exceto em casos de prática esportiva intensa, quando a reposição de eletrólitos é necessária”, explicou Lídia Torres.

Essa recomendação visa garantir o equilíbrio hídrico e eletrolítico do organismo, prevenindo complicações como câimbras e fadiga.

Informações adicionais

Os dados sobre a umidade relativa do ar foram fornecidos pela Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Ctsb). As orientações médicas foram concedidas pela pneumologista Lídia Torres em entrevista à CBN, que destacou a importância de medidas preventivas para minimizar os efeitos da baixa umidade na saúde da população.

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