Pneumologista Luiz Renato Alves orienta sobre como se cuidar durante o período de secura que marca o inverno brasileiro
O índice de umidade do ar na região voltou a ficar baixo, Baixa umidade piora qualidade do ar, variando entre 20% e 30% até domingo, segundo meteorologistas do Clima Tempo. Esse nível representa um estado de atenção para a saúde e para o meio ambiente. A Organização Mundial da Saúde recomenda que a umidade relativa do ar esteja acima de 60% para garantir condições ideais para a saúde humana.
Impactos do ar seco na saúde: O pneumologista Luiz Renato Alves explicou que o período prolongado de estiagem contribui para a queda da umidade do ar, que, além de seco, tende a ser mais poluído. Isso ocorre porque o ar seco mantém poluentes suspensos por mais tempo, aumentando o risco de doenças respiratórias, especialmente para pessoas com condições pré-existentes. Sintomas comuns incluem secura no nariz e garganta, irritação e sangramentos nas mucosas.
Cuidados recomendados: Para combater os efeitos do ar seco, o médico recomenda aumentar a hidratação corporal, lavar as narinas com soro fisiológico e utilizar umidificadores de ambiente. Em casos onde não há umidificadores disponíveis, medidas caseiras como pendurar toalhas molhadas ou colocar bacias com água no ambiente também ajudam a elevar a umidade local.
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Importância da hidratação: Luiz Renato destacou que a ingestão de líquidos é a medida mais eficaz para amenizar os impactos do ar seco. Ele alertou para a necessidade de atenção especial a grupos vulneráveis, como crianças e idosos, que podem não sentir sede e, consequentemente, ingerir menos água, aumentando o risco de desidratação.
Entenda melhor
A mucosa respiratória tem a função de umidificar o ar inspirado, mas em condições de baixa umidade ela perde líquido, causando ressecamento e irritação. Por isso, manter a hidratação e umidificar o ambiente são essenciais para preservar a saúde respiratória durante períodos de estiagem.



