Pedras que antes eram cobertas pela água já podem ser avistadas por quem passa pelo local
Devido à falta de chuvas nos últimos meses, o nível do Rio Grande, próximo a Colômbia, preocupa autoridades e moradores.
Queda drástica no nível do rio e impacto na geração de energia
A redução de 80 centímetros no nível do rio afetou significativamente a geração de energia na região. O reservatório de Marimbondo, abastecido pelo Rio Grande, encontra-se com apenas 28% de sua capacidade, forçando a operação em regime de emergência. A bióloga Maria Inácia do Marce Freitas afirma que a situação atual, com o aparecimento de pedras no leito do rio devido ao baixo nível da água, é uma tendência dos últimos anos.
Preocupações com o futuro do Rio Grande
A situação atual era prevista apenas para novembro, indicando uma piora contínua no nível do rio a cada ano. A falta de chuvas na cabeceira do rio é apontada como a principal causa. O Rio Grande sobrevive graças à sua junção com o Rio Pardo, que recebe o afluente Rio Modigo Açú. Porém, mesmo com essa contribuição, o nível do Rio Grande permanece baixo, com uma queda diária de 80 a 90 centímetros.
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Recomendações e perspectivas
A bióloga recomenda que se evite a pesca no período de estiagem, devido ao baixo nível do rio e ao possível impacto na reprodução dos peixes. A situação atual contrasta com o ano passado, quando o nível do rio subiu seis metros. A dependência do Rio Pardo para manter o nível do Rio Grande e a seca na cabeceira do rio, que persiste há seis anos, demonstram a gravidade da situação e a necessidade de medidas para garantir a preservação do Rio Grande.



