Números vão na contramão do Estado de São Paulo, que há oito anos enfrenta queda nas exportações
Nos últimos 12 meses, a região tem apresentado um superávit na balança comercial, impulsionado por exportações que superaram as importações, conforme levantamento do Ceper Fundace.
Desvalorização do Real e Competitividade
O economista Jair Cascuel atribui esse cenário favorável à desvalorização do real frente ao dólar, o que proporcionou condições de maior competitividade em relação a outros países exportadores. Segundo ele, a depreciação da moeda brasileira facilita a retomada das exportações. Outro fator importante é a possível redução de custos de produção, influenciada pela dinâmica do mercado de trabalho local.
Sertãozinho em Destaque
O boletim destaca a performance de Sertãozinho, que mantém um superávit elevado mesmo diante da queda nos preços das commodities. A cidade encerrou o período com um saldo de quase 700 milhões de reais. Em comparação, Ribeirão Preto apresentou um saldo positivo de 35 milhões de reais.
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Ribeirão Preto: Polo de Serviços
Cascuel explica que Ribeirão Preto, com foco em comércio e serviços, funciona como um polo regional, enquanto Sertãozinho se destaca como cidade industrial, voltada para a produção de mercadorias com potencial para o mercado mundial. A queda nas importações em Ribeirão Preto reflete uma tendência nacional, influenciada pela crise financeira e suas consequências.
O boletim do Ceper Fundace também analisa a balança comercial do Brasil em relação ao restante do estado, mostrando uma recuperação do saldo nacional a partir de 2015. No estado, o saldo permanece negativo, embora com sinais de redução do déficit nos últimos meses.
O cenário aponta para uma dinâmica econômica regional complexa, com diferentes fatores contribuindo para os resultados observados.



