Setor conseguiu uma liminar que libera a compra dos imunizantes sem nenhuma contrapartida ao Ministério da Saúde
Em meio à lentidão da vacinação nacional, o Sindicato dos Bancários de Ribeirão Preto e Região obteve uma decisão liminar na justiça para importar e aplicar vacinas contra a Covid-19 em seus filiados e familiares.
Motivação da Ação Judicial
A demora na imunização da população, aliada à essencialidade do trabalho bancário durante a pandemia, motivou o sindicato a buscar uma solução alternativa. Os bancários, mesmo durante os momentos mais críticos, mantiveram suas atividades, inclusive aos sábados, para garantir o pagamento do auxílio emergencial, expondo-se ao risco de contaminação. A ação judicial visa garantir a proteção da categoria e da população em geral, uma vez que os bancários atuam em contato direto com um grande número de pessoas.
O Processo de Imunização
Após a decisão judicial favorável, o sindicato iniciará um levantamento para determinar a demanda de vacinas, considerando os bancários e seus familiares que residem no mesmo domicílio. A previsão é de imunizar aproximadamente 10 mil pessoas, necessitando de cerca de 20 mil doses (considerando duas doses por pessoa). Uma empresa especializada será contratada para a aquisição, armazenamento, aplicação das vacinas, garantindo o cumprimento de todas as normas sanitárias. A aplicação será feita por profissionais de saúde credenciados pela empresa contratada, não havendo qualquer intervenção direta do sindicato nesse processo.
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Implicações e Desdobramentos
A decisão judicial, embora polêmica, busca proteger uma categoria essencial que se manteve atuante durante toda a pandemia. A possibilidade de importação independente de vacinas abre precedentes e questionamentos, uma vez que outros setores também podem alegar essencialidade. Acompanharemos os desdobramentos desta decisão e seus impactos na estratégia nacional de imunização.



