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Banco Central Brasileiro anuncia mais uma alta nos juros

Ouça a coluna 'CBN Economia', com Nelson Rocha Augusto
alta nos juros
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Em um cenário global marcado por estímulos monetários e sinais de recuperação, o Brasil adota uma postura divergente, elevando as taxas de juros para conter a inflação. Analisamos as recentes movimentações dos bancos centrais ao redor do mundo e seus impactos no cenário econômico brasileiro.

Panorama Global: Estímulos e Recuperação

Instituições de regulação do mercado financeiro em todo o mundo têm atuado de forma incisiva. Nos Estados Unidos, o Federal Reserve (Fed) divulgou o Beige Book, um relatório detalhado que aponta para uma recuperação econômica favorável, com crescimento em diversos setores e sem grandes preocupações inflacionárias. Na Europa, o Banco Central Europeu (BCE) planeja implementar uma política de compra de títulos para impulsionar a atividade econômica. O Banco Central inglês também expressou satisfação com as taxas de juros baixas e o impacto positivo na economia, que deve crescer cerca de 3,5% este ano. Na China, o Banco Central sinalizou uma possível expansão monetária, visando estimular o consumo, o que impulsionou a Bolsa de Shanghai.

Brasil na Contramão: Juros em Ascensão

Enquanto o mundo busca o crescimento econômico através de políticas monetárias expansionistas, o Brasil enfrenta o desafio de controlar a inflação. O Comitê de Política Monetária (Copom) elevou a taxa de juros para 11,75%, em um esforço para conter a inflação, que persistentemente ultrapassa a meta estabelecida. O Banco Central sinalizou uma postura de parcimônia em relação a futuros aumentos, indicando uma possível elevação adicional em janeiro, chegando a 12%. A expectativa é que, com um ajuste fiscal e uma política econômica coesa, o país possa manter a taxa de juros em torno de 12% ao longo de 2015.

Desafios e Perspectivas para o Brasil

Apesar do cenário desafiador, a sinalização do Banco Central de não elevar muito mais as taxas de juros traz um alívio. O país busca reverter a situação, priorizando o combate à inflação para, posteriormente, impulsionar o crescimento econômico. A expectativa geral é que o Brasil consiga se reintegrar ao cenário global de crescimento, superando os obstáculos e retomando uma trajetória de desenvolvimento sustentável.

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