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Banco Central derruba a Taxa Selic em 0,5% e índice chega a 10,75%

É a sexta redução consecutiva dos juros no país, chegando ao menor patamar desde fevereiro de 2022; ouça o 'CBN Economia'
Taxa Selic
É a sexta redução consecutiva dos juros no país, chegando ao menor patamar desde fevereiro de 2022; ouça o 'CBN Economia'

É a sexta redução consecutiva dos juros no país, chegando ao menor patamar desde fevereiro de 2022; ouça o ‘CBN Economia’

A semana foi marcada por decisões importantes nos bancos centrais americano e brasileiro, impactando o cenário econômico global e nacional.

Decisão do Federal Reserve (Fed)

O Federal Reserve manteve a taxa de juros entre 5% e 5,25%, em linha com as expectativas do mercado. A decisão se baseia em uma avaliação positiva da economia americana, com baixo desemprego (pleno emprego com 4% de desemprego), consumo robusto e crescimento econômico. O Fed sinalizou a possibilidade de três cortes de 0,25 pontos percentuais na taxa de juros até o final do ano, resultando em uma taxa projetada de 4,25%, alinhada com o rendimento atual dos títulos públicos americanos de 10 anos (Treasury). Essa previsibilidade contribuiu para a alta da Bolsa de Valores americana, com o índice S&P 500 registrando 10% de crescimento em 2024.

Decisão do Banco Central do Brasil (Copom)

O Comitê de Política Monetária (Copom) reduziu a taxa de juros em 0,5 ponto percentual, seguindo a tendência de cortes anteriores. Diferentemente de decisões passadas, o Copom sinalizou apenas um corte adicional de 0,5 ponto percentual na próxima reunião, demonstrando um conservadorismo maior, apesar de a economia brasileira apresentar bons indicadores: inflação controlada, crescimento econômico e superávit comercial expressivo (US$ 100 bilhões). Essa postura mais cautelosa se justifica pelo fato de ser o sexto corte consecutivo.

Cenário Econômico Brasileiro e Perspectivas

Embora a economia brasileira apresente indicadores positivos, com crescimento próximo a 3% em 2023 e inflação dentro da meta, a avaliação do governo tem caído. Apesar disso, a economia continua sendo um fator importante, mas não o único, na popularidade do governo. Outros fatores como segurança pública, saúde e comunicação influenciam a percepção pública. A semana que vem será crucial para a questão fiscal, com a divulgação de dados do primeiro trimestre que irão determinar a necessidade de contingenciamento orçamentário. A expectativa é de um pequeno contingenciamento, devido à boa arrecadação.

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