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Banco Central do Brasil decide manter a taxa básica de juros em 13,75%

Instabilidade política/ econômica influenciou a decisão de deixar o índice em um patamar alto; Nelson Rocha Augusto explica
taxa de juros
Instabilidade política/ econômica influenciou a decisão de deixar o índice em um patamar alto; Nelson Rocha Augusto explica

Instabilidade política/ econômica influenciou a decisão de deixar o índice em um patamar alto; Nelson Rocha Augusto explica

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu manter a taxa de juros em 13,75%, uma taxa considerada muito alta, mesmo com a expectativa de inflação para os próximos 12 meses um pouco abaixo de 5%.

Razões para a Manutenção da Taxa de Juros

A decisão do Copom se baseia em três fatores principais: o ambiente de grande incerteza política e econômica devido às eleições presidenciais e à conjuntura internacional (guerra, problemas energéticos e instabilidade na China e nos EUA); o alto custo da taxa de juros atual, sendo a mais alta do mundo em termos nominais e reais; e a taxa de juros real de equilíbrio, considerada neutra, em torno de 4%, enquanto a atual está em 13,75%, indicando um excesso significativo.

Cenário Pós-Eleitoral e Implicações para a Política Fiscal

As indefinições em relação às políticas fiscais de cada candidato presidencial geram incertezas. A equipe econômica do candidato Bolsonaro, liderada por Paulo Guedes, propõe uma política que, segundo analistas, cria uma “bomba fiscal” para o próximo ano, com aumentos de preços de combustíveis e energia elétrica após as eleições. Já a equipe do candidato Lula apresenta uma formulação plural, construtiva e com diversas linhas de pensamento econômico, em contraste com a abordagem mais monolítica do candidato Bolsonaro.

Mercado Financeiro e o Papel da Interlocução

O mercado financeiro, com seus analistas e relatórios, desempenha um papel crucial na economia. Embora tenha cometido erros em suas projeções este ano, é fundamental que os formuladores de políticas econômicas dialoguem com o mercado, buscando entender suas perspectivas sem se submeter totalmente a elas. A aproximação de representantes do mercado financeiro com o candidato Lula demonstra que não há uma postura automática de afastamento entre o mercado e o candidato. A Febraban e a Fiesp, por meio de cartas em defesa da democracia, demonstraram seu posicionamento contra a agressão à institucionalidade, contrastando com a ausência de economistas com experiência em formulação de políticas econômicas que declararam apoio ao candidato Bolsonaro.

Após a definição do novo presidente e governador de São Paulo, a análise da situação econômica e seus impactos será fundamental para o futuro do país.

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