Aumento já afeta a economia global; sobre essas mudanças ouça a análise de Nelson Rocha Augusto no ‘CBN Economia’
O Federal Reserve (Fed), banco central americano, elevou a taxa de juros em 0,75%, conforme esperado, situando-a entre 2,25% e 2,5% ao ano. Apesar do aumento, a decisão sinaliza uma desaceleração no ritmo de elevações futuras, indicando um possível aumento de 0,5% ou menos na próxima reunião em setembro.
Impacto Positivo para o Brasil
Para Nelson Rocha Augusto, os impactos da decisão do Fed são positivos para o Brasil. A autoridade monetária americana demonstrou que a política monetária está surtindo efeito, com a economia americana respondendo como previsto: a alta da taxa de juros reduziu a inflação e a atividade econômica. A prévia do PIB americano para o segundo trimestre, divulgada recentemente, apontou uma queda de 0,9%, confirmando uma recessão técnica (dois trimestres consecutivos de queda do PIB).
Desaceleração Inflacionária e Queda dos Juros
Com a sinalização do Fed de desaceleração no aumento dos juros, as taxas de juros de longo prazo nos EUA caíram significativamente, de 3,5% para 2,7%. Essa desaceleração, combinada com a queda do dólar no Brasil, impacta positivamente a economia brasileira. A expectativa é de uma desaceleração inflacionária no cenário internacional, o que contribui para a redução das taxas de juros futuras no Brasil. A redução do custo do capital externo beneficia o país, que necessita de investimentos estrangeiros.
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Perspectivas Positivas
A eficácia da política monetária americana, com efeitos rápidos e previsíveis, sugere que as contrações econômicas serão menores e mais curtas. A redução da taxa de juros nos EUA, aliada à desaceleração inflacionária global, contribui para um cenário positivo para a economia brasileira. Embora o Fed possa realizar novos ajustes, a tendência é de impactos positivos para o Brasil, principalmente devido à maior facilidade na captação de recursos externos.