Medida visa diminuir a taxa de juros no país que oscila em 4,5% ao ano; ouça a análise de Nelson Rocha Augusto no ‘CBN Economia’
O impacto da decisão do Federal Reserve (Fed), banco central dos EUA, de aumentar a taxa de juros em 0,5%, foi tema de discussão entre os comentaristas econômicos Nelson Rocha e Guilherme. A medida, embora menor que as altas anteriores de 0,75%, reflete a eficácia da política monetária americana na contenção da inflação.
Inflação nos EUA e impactos globais
A inflação americana, que já vinha cedendo, mostrou-se abaixo das expectativas do mercado. A taxa de juros nos EUA está entre 4,25% e 4,5% ao ano. Projeções apontam para uma inflação próxima de 6% em 2023, caindo para menos de 3% em 2024. A taxa de juros de longo prazo (10 anos) gira em torno de 3,5%, indicando confiança no controle da inflação. Este cenário positivo nos EUA impacta positivamente a economia global, principalmente o Brasil, reduzindo a necessidade de altas na taxa de juros brasileira e atraindo investimentos estrangeiros.
Cenário econômico brasileiro e a nova equipe econômica
A equipe econômica do novo governo brasileiro, liderada pelo futuro ministro Haddad, inspira confiança no mercado. A experiência e o reconhecimento dos nomes envolvidos, como o próprio Haddad, Galípolo e Bernard Appy, reforçam a expectativa de responsabilidade fiscal. Haddad enfatizou a importância do equilíbrio fiscal para o controle da inflação e o estímulo à economia, destacando a necessidade de conciliar as políticas sociais com a estabilidade econômica. O anúncio de uma desaceleração da atividade econômica brasileira, confirmada pela queda do PIB em outubro, reforça a necessidade de ajustes fiscais para viabilizar a redução da taxa de juros, atualmente considerada alta demais.
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A polêmica em torno da lei das estatais
Por outro lado, a aprovação na Câmara de uma lei que flexibiliza a participação de políticos em estatais federais gerou preocupações. Embora a mudança ainda precise passar pelo Senado e possa ser vetada pelo presidente, a aprovação na Câmara é vista como um sinal negativo para a governança das estatais e para a economia brasileira. A expectativa é que o Senado revise a lei, preservando a governança das estatais e impedindo a nomeação de políticos para cargos técnicos, garantindo a eficiência e o bom funcionamento dessas empresas.