Os impactos desta decisão quem analisa é Nelson Rocha Augusto na coluna ‘CBN Economia’
O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central elevou a taxa básica de juros Selic de 4,25% para 5,25% ao ano. Essa decisão, esperada por analistas, visa controlar a inflação, que está acima de 8% nos últimos 12 meses.
Objetivo do Banco Central
O objetivo principal do Banco Central é conter a inflação. O comunicado do Copom indica a intenção de reduzir a inflação acumulada para cerca de 6,5% até o final do ano. Embora haja indicadores internacionais apontando para uma possível queda nos preços de petróleo e minério de ferro, o Banco Central precisa agir firmemente para controlar as expectativas de preços.
Impacto no Consumidor
O aumento da taxa Selic terá impacto direto no bolso do consumidor. Quem precisa de crédito, seja pessoa física ou jurídica, pagará mais caro. O período de taxas de juros extremamente baixas (Selic a 2% ao ano) não deve retornar. Embora a taxa atual não seja tão alta quanto no passado, o aumento se justifica pela inflação e é provável que haja novas elevações.
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Cenário Econômico
A alta dos preços é resultado de uma combinação de fatores, incluindo a crise hídrica, geadas e outros eventos climáticos que impactaram a produção agrícola, elevando os custos de alimentos e energia. A falta de reformas administrativas, tributárias e investimentos em infraestrutura contribuiu para um cenário de menor oferta em relação à demanda, agravando a inflação. O Banco Central, portanto, está agindo para controlar a situação, mesmo com a taxa de juros real ainda negativa. A expectativa é que a Selic chegue a 6,25% na próxima reunião do Copom, em 22 de setembro.